COLUNA CANDEEIRO 25092020 NELSON ITABERÁ

09/11/2020 Nosso pitaco sobre a pesquisa e o efeito sobre a eleição

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09/11/2020 NOSSO PITACO SOBRE A PESQUISA ELEITORAL E O EFEITO SOBRE A ELEIÇÃO  

PESQUISA ELEITORAL

Os dados da segunda pesquisa eleitoral, registrada pela Rádio 94 FM, que contratou o Instituto Colectta, confirmam Raul à frente, como na coleta de dados anterior.

Das ruas, a sensação apontada pelos próprios marqueteiros de campanha e gente com experiência no processo eleitoral em Bauru é de Raul continua na ponteira e o segundo lugar estaria em disputa, entre Suéllen, Jorge e, ainda, Gazzetta. (O problema do prefeito é a rejeição).

Como adiantamos aqui, a avaliação se confirma nos dados da amostra contratada pela Rádio 94 FM, coletada entre os dias 4 a 8 de novembro, com 504 pessoas entrevistadas e margem de erro de 4%. Para quem não viu: Raul 35,9%, Suellen 14,1%, Jorge 7,1%, Gazzetta 7,1, Rosana 4%, Avallone 3,4%, Valle 3%, Bussola 2,2%, Renata 1,6%, Kim 1%, Gerson 0,4%,Alba 0,2%, 7,5 de brancos/nulos e 12,5% não sabem.

Alguns pitacos: De pronto: o percentual de brancos e nulos deve ser maior do que o apurado. Junto com abstenções, o número tende a ser ainda maior.

Raul errou ao não divulgar a pesquisa que encomendou (com a mesma Colectta), há 15 dias. Os dados tenderiam, naquele momento, a confirmar que o segundo lugar já estava em disputa acirrada. Jorge, Suéllen e Gazzetta teriam de se engalfinhar desde então. Mas, e agora?

Dará tempo para desconstruir a candidatura adversária?

Líder, Raul ficou com receio de levar “pancada”, virando alvo principal. O receio também esteve ligado a uma ala da campanha que acha que dá para apostar ainda em voto útil. A distância a ser conquistada é de pelo menos 5% para definir no domingo a eleição, margem difícil de ser alcançada (mas não impossível, evidente).

Mas o elemento “SURPRESA” no domingo será (em Bauru e em milhares de outras cidades) a ELIMINAÇÃO DE VOTOS INVÁLIDOS (brancos, nulos e ABSTENÇÕES). O percentual de quem não quer votar, ou não tem vontade, infelizmente, é elevado. Basta você perguntar isso em suas diferentes rodas de amizade, trabalho, convívio.

A desesperança, mais o contingente que não irá às urnas em razão da pandemia (Bauru tem mais de 80 mil pessoas acima de 60 anos), mais os que votam branco ou nulo, vai fazer a DIFERENÇA no domingo. Para quem? Só saberemos na apuração!

E aqui entra o perigo: A COMPRA DO VOTO DA DESESPERANÇA, OU O “ESTÍMULO” ILEGAL PARA QUE ELEITORES COMPAREÇAM. É prudente (e necessário) que as autoridades fiquem, desde hoje, de olho, nessa movimentação! Porque, se ocorrer, o estrago estará feito nas urnas. Isso vale para todas as cidades.   

Como pitaco da pesquisa: vai ter segundo turno; partidos “médios” (e até “pequenos”) vão eleger um vereador cada (vários deles), partidos “grandes” vão sentir o erro cometido na formação da chapa (sem coligação pela primeira vez e com os votos da legenda que não atingiu quociente na briga por uma vaga): vários medalhões, com boa votação, serão suplentes dessa vez! Quem fizer duas cadeiras tem de comemorar bastante!

E, até sábado, ainda tem o fator FAKE NEWS e (ainda) NOTÍCIA BOMBA como elementos adicionais para serem levados em conta nesse tabuleiro. Conteúdo falso já está correndo na rede.

PRA QUEM GOSTA DE DADOS

— Raul tem 31,3% de intenção de voto entre o público feminino. Suéllen tem 14,4%.

— Raul tem apenas 27,3% entre jovens, Jorge tem 5,7% e Suéllen 17%.

— Jorge dobra o percentual de votos possíveis entre pessoas de 45 a 59 anos.

— Raul dispara, com 50% e até 60%  entre quem se declarou analfabeto ou só sabe ler e escrever. Mas isso representa muito pouco, do eleitorado.

— Jorge e Suéllen aparecem com 0% de intenções entre quem não saber ler nem escrever e se declarou analfabeto. Isso se explica porque a amostram com apenas 504 votos colhidos tem ainda menor chance de ouvir esse público, minoritário.

— Raul aparece com 26% entre quem está no ensino superior, Jorge sobe a 17% e Suellen tem 16%.

VEJA DADOS EM QUADROS:

INTENÇÃO DE VOTO

DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA POR IDADE

DADOS POR ESCOLARIDADE

AMOSTRAGEM POR OCUPAÇÃO

RESULTADOS POR RENDA

 

BLOQUEIO DE BENS

O promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, ingressou com ação civil pública contra o prefeito Clodoaldo Gazzetta, a Liga de Escolas de Samba, e o secretário Municipal de Cultura, Luiz Ricardo Ferreira,  por ato de improbidade pela não realização de licitação para a distribuição de recursos para a realização do Desfile de Escolas de Samba no Sambódromo, em 2020.

A Promotoria pediu o bloqueio de bens do prefeito, do secretário e da Liga para o ressarcimento de R$ 488 mil (a serem corrigidos). O valor corresponde ao que foi repassado (parcialmente) pela Prefeitura para a realização dos desfiles neste ano. A verba total (R$ 753 mil) teve repasse suspenso em liminar judicial, atendendo a ação popular de Abner Isidoro e Bruno Primo.

CANCELAMENTO DO CONTRATO

A administração municipal esperava evitar a ação. O Jurídico da Prefeitura informou à Promotoria que decidiu pelo cancelamento do contrato, com a determinação de medidas para que a Liga devolva os recursos recebidos até então.

Mas a Promotoria considerou que o ato de improbidade já estava configurado. Isso porque o próprio Jurídico da Prefeitura apontou, no processo, a necessidade de publicação de edital, o que não foi realizado à época. A administração considerou que o procedimento era dispensável porque apenas a Liga de Escolas participaria do contrato, como organizadora única dos Desfiles,.

Mas, o MP entendeu que haveria necessidade de publicação do edital, o que não foi realizado. O CONTRAPONTO vai buscar detalhes da medida, ainda nesta segunda-feira, para acrescentar informações sobre o caso. Gazzetta e o secretário Rick Ferreira não comentaram sobre o caso.

MARGINAIS E VIADUTO

Informamos aqui, ainda em setembro, com exclusividade, sobre as alterações no projeto que envolve as alças de acesso que darão sustentação ao tráfego com a instalação do Viaduto da Cruazeiro do Sul, sobre a rodovia Marechal Rondon.

Não se tem conhecimento público, até aqui, de que tenha ocorrido reclamações, ou até mesmo checagem dos ajustes firmados entre a concessionária ViaRondon, Prefeitura e Artesp. Depois não adianta reclamar…

ALTERAÇÃO NO PLANO

Já comentamos aqui, mas voltamos ao assunto, sobre o pedido de alteração em um artigo do Plano Diretor pelo prefeito Gazzetta. A proposta é de retirar a proibição de que prédios sejam construídos próximos de condomínios. A distância instituída na lei atual é 100 metros.

Na verdade, a redação deste item é muito ruim. Tão ruim que deixaram dezenas de loteamentos fechados (maioria em Bauru), de fora. E a regra também é malfeita no sentido inverso, porque há conflito de vizinhança, em alguns casos, na construção de moradias verticais ao lado de residências horizontais.

Mas, vamos ser racionais? As áreas com densidade, com urbanização consolidada, vão ficar com restrições de ocupação baseado em uma norma que dita a regra de 100 metros? Qual o parâmetro técnico para a questão?

Não entramos aqui no mérito da oportunidade da alteração da regra – até porque ela vem descolada da revisão do PD – mas a Prefeitura deveria vir a público e dizer sim, objetivamente, que HOJE a restrição impede empreendimentos, listando quais e onde? Ou não?

CONSTRUÇÃO ZONA SUL

Na zona Sul de Bauru, a disputa pela terra para empreendimentos gerou estoque (especulação: em razão da não aplicação pela Prefeitura do instrumento do IPTU Progressivo para fazer valer a exigência de função social da propriedade, estabelecida no Estatuto das Cidades).

Mas, de outro lado, é preciso reconhecer que regras que ampliam as restrições para empreendimentos em alguns territórios tendem a aprofundar a dificuldade em novas instalações. E terrenos inteiros ficam ociosos no meio de áreas cercadas por construções.]

Quer um exemplo, apenas para alimentar a reflexão? (descontada aqui a necessidade de discussão sobre as singularidades em si do empreendimento e sua relação com o ambiente urbano e a diretriz de ocupação). O caso não vale para a regra do PD, mas sim pelo fato de ser caso parecido (embora seja de projeto para prédio ao lado de moradias em ruas tradicionais). Veja o vídeo de 1 apenas minuto:

 

 

MÉDICOS PELA FUNDAÇÃO

Recebemos algumas contribuições a respeito da discussão em torno da obrigatoriedade de CONCURSO público para a contratação de profissionais de saúde, em especial médicos, através da Fundação Regional de Saúde de Bauru (FERSB).

Pontuamos que, se prevalecer a regra de concurso, como defende a ação civil pública, não há sentido (orgânico e administrativo) para a manutenção de duas estruturas municipais para abrigar profissionais no setor, a Fundação e a Secretaria de Saúde.

A exigência de concurso elimina o único papel que distinguia a Fundação da Administração Direta: agilidade para contratar.

Mas, na prática, se o concurso prevalecer para contratar mão de obra, a Prefeitura tem de se estruturar porque simplesmente não há condição alguma, atualmente, de absorção de profissionais na rede pública para garantir os plantões, como nas UPAs.

Aliás, os plantões só estão sendo preenchidos por causa da contratação via fundação. Mais uma questão de gestão para o próximo prefeito resolver.

O PROBLEMA DO TETO

De outro lado, a contratação pela fundação é mais um exemplo de como o futuro prefeito tem de enfrentar o problema do teto salarial em Bauru. A fundação paga por plantões extras. Sem isso, via CLT, não há como driblar o limite de teto com salários, porque na gestão direta ninguém pode ganhar mais do que o prefeito.

O problema é que não atualizam o salário do prefeito, faz tempo, nem dos secretários. Ai todos os cargos de especialista de governo ficam “achatados”. E, além disso, a baixa remuneração para a “bucha” que é assumir função executiva em órgão público afugenta currículos. Porque o mercado remunera muito melhor do que a Prefeitura.

Pagar menos de R$ 10 mil (bruto) para tocar pastas como Educação, Saúde, Obras, Jurídico é pedir para que alguém atue por sacrifício!

 

1 comentário em “09/11/2020 Nosso pitaco sobre a pesquisa e o efeito sobre a eleição”

  1. 10 mil, de salário é sacrifício ? você sabe quanto ganha um soldado da PM que arrisca sua vidas todos dias ? um professor ou um bombeiro ? sacrifício é pagar impostos altos para bancar salários de cabides de empregos em sua maioria incompetentes claro que nem todos 2 ou 3 até vale a pena.

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