As 19 erosões prioritárias de Bauru, segundo a Secretaria de Obras

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A Secretaria de Obras atacou as erosões com maior risco, como da Quinta de Bela Olinda

A Secretaria Municipal de Obras listou as 19 principais erosões que precisam de contenção em Bauru. A classificação levou em conta grau de deterioração do local, risco iminente a patrimônio de terceiros ou ao trânsito de pessoas ou elevado grau de propagação, conforme o secretário de Obras, Marcos Saraiva.

Algumas não podem esperar, como na Quinta da Bela Olinda onde a administração realizou intervenção ainda em janeiro. Em outras, as obras paliativas (como escoramento com madeira na erosão do Pinheirinho) são consideradas suficientes, por ora.

Contudo, a Secretaria de Obras posicionou, em audiência pública realizada nesta terça-feira (02/03) na Câmara Municipal, que a falta de recursos é obstáculo muito maior do que as ações a serem realizadas. “Temos para o Orçamento de 2021 R$ 50 mil destinados a drenagem, compra de material. Mesmo com um valor adicional possível, de R$ 20 mil, isso não é nada. Tenho até vergonha de dar esta informação, mas é isso que temos hoje”, citou Saraiva.

A reunião foi presidida pelo vereador Manoel Losilla e contou com a participação de Edson Miguel. Além das 19 erosões listadas como prioridade pela administração (veja abaixo), os parlamentares posicionaram que existem problemas a serem enfrentados também em locais como na quadra 5 da Rua Francisco Lopes Filho (Nova Paulista, um ponto conhecido de concentração de água após chuvas mais densas na Rua São Sebastião (Córrego da Grama), na Av. Daniel Pacífico (onde o assoreamento preocupa), na rua Halim Aidar (Vl Industrial) e na conhecida passagem das ruas Cuba e Mara Lúcia (que já “rodaram” com o tempo por falta de ação preventiva, de contenção).

PREVENÇÃO

O secretário Marcos Saraiva explicou que, nesta fase de concentração de chuvas, as ações estão sendo direcionadas para evitar o colapso dos assoreamentos, para gerar estabilidade no solo até que a medida definitiva possa ser realizada (na fase seguinte).

Contudo, ações preventivas são essenciais, permanentes, reitera Saraiva. E, além do processo erosivo no solo “mais propício a solapar”, em Bauru, a Prefeitura convive com bueiros totalmente “lacrados”, sem nenhuma passagem de água, o que agrava, e muito, a situação”.

Ou seja, o Plano de Combate a Erosões exige recursos não disponíveis, em escala de milhões, e planejamento para a desobstrução de bueiros e ação para funcionalidade ao escoamento de águas, com galerias, em diversos pontos da cidade.

Na marginal, Rua Izza Marar: imagem mostra como estava e intervenção

A LISTA DAS 19 

O caderno de anotação do secretário de Obras Marcos Saraiva listou 19 erosões elencadas como prioridade, neste momento, conforme o governo:

1- Quinta da Bela Olinda – realizada ação paliativa
2- Pinheirinho – em execução o paliativo – precisa de R$ 6,3 milhões para drenagem
3- Nova Flórida (finalizando)
4- Água do Sobrado – executado aterro
5- R. Joaquim Radicopa – executado
6- Parque Real – não executado
7- R. Antonio Natali Capri q.12 (em estudo)
8- Tereza Leoni – pendente, com ação judicial 
9- Marginal Isaar Narar (Rondon – perto do Trevo da Eny) – executado
10- Av. das Bandeiras q. 17 e 18 – não executado
11- Chácara Itália – com ação judicial- há negociação contrapartida com a Bild 
12- R. José Portela Cunha – em execução pela concessionária Rumo
13- Estádio Edmundo Coube – finalizado
14- Rio Bauru – Guadalajara  (estudo)
15- Distrito I – em negociação Sedcom e Plasútil – Valor R$ 2,5 milhões
16- Distrito II – sendo monitorada – precisa de R$ 5 milhões
17- Distrito III – estabilizada. Há TAC para cumprir
18- Parque Jandaia – falta instalar asfalto
19- R. Augusta Karg – com ação paliativa

Recuperação foi concluída no Estádio Edmundo Coube, onde há grave problema com escoamento de água
Erosão do Nova Flórida, onde havia risco à rua e moradias próximas

 

1 comentário em “As 19 erosões prioritárias de Bauru, segundo a Secretaria de Obras”

  1. O processo erosivo na cidade é preocupante e percebi a intenção dos gestores da cidade em solucionar o problema. Hoje a cidade produz aproximadamente de 500 a 550 ton. dia de Resíduos da Construção Civil – RCC a PMB tem uma usina de reciclagem e mais 2 particulares que se processarem esse material daria para resolver em boa parte esse problema e o mais importante com redução de até 40% no valor usando esse agregado. Na audiência pública foi demonstrada essa intenção. Ótima iniciativa.

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