Bauru fecha lojas, Estado corta R$ 23 milhões de hospitais locais e fila por cirurgias é enorme

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Bauru retorna ao fechamento de lojas do comércio e de prestadores de serviços nesta quarta-feira, medida que afeta 2/3 da produção local – que já agoniza em razão da longa pandemia. Mas o quadro é grave na economia e também na saúde. UTIs para internação para Covid estão lotadas no Hospital Estadual (HE) há semanas. E, além disso, os cortes de recursos do governo do Estado no Orçamento regional para a Saúde em 2021 retiram R$ 23 milhões dos hospitais públicos que funcionam na cidade.

A situação preocupante também atinge o represamento (e aumento) expressivo na espera por cirurgias eletivas (de especialistas)  e de exames no sistema SUS na cidade. A lista abaixo (logo após o vídeo) é de dados informados hoje (09/02/2021) pela Diretoria Regional do Estado (DRS-6) e a direção da Famesp (fundação que administra o Hospital Estadual, Maternidade Santa Isabel e Hospital de Base.

Veja o tamanho da fila de espera por cirurgias e exames (e isso apenas para os principais casos). E some a esta situação a demanda reprimida acumulada desde o início da pandemia. O CONTRAPONTO apontou, ainda em 2020, advertência do presidente da Famesp, Antonio Rugolo Jr, de que a fila de pacientes esperando serviços do Estado ia duplicar no pós-pandemia. E a crise com a doença ainda enfrenta seu pico na segunda fase.

De outro lado, dos 50 leitos “adicionais” anunciados pelo secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi, para Bauru na semana passada, 30 já estão em uso (10 clínicos para outras doenças no Base, 10 de enfermaria no HC e outros 10 de enfermaria no HE). Já em relação às 20 vagas UTI para Covid informadas, 10 de fato serão pagas pelo Estado no Hospital Estadual, mas as outras 10 ainda serão instaladas no Hospital das Clínicas e a despesa (diárias de R$ 1.600,00) será assumida pela Prefeitura (estão no acordo judicial da execução judicial por falta de leitos). A Famesp terá de contratar a mão de obra. O atual governo (de Suéllen) ainda não havia assimilado esta obrigação. O CONTRAPONTO revelou o acordo judicial ainda no final do ano, pela gestão Gazzetta.

Veja os dados no quadro abaixo informados em audiência virtual presidida pelo vereador Manoel Losilla, na tarde desta terça. A seguir, um resumo em VÍDEO do CONTRAPONTO, com duração de 8 minutos, sobre as informações levantadas junto ao Estado e a Prefeitura:

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