
O sistema de boias inteligentes que emitem ondas por ultrassom reduz a proliferação de algas – a chamada ‘nata verdes – em até 90% nas águas do Rio Tietê em Sabino (SP). Este é o resultado de 2 meses do projeto piloto implantado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), no Córrego do Esgotão.
A área tem histórico de florações intensas de cianobactérias que formam manchas esverdeadas na superfície da água. O projeto teve início em agosto passado. A intensa formação de algas e de aguapés em períodos de baixa vazão no Rio Tietê, entre Barra Bonita e Sabino, afeta a presença de turistas nas praias de água doce e prejudicado a pesca e a navegação pelo rio.
PROJETO
O projeto traz a instalação de 14 boias inteligentes interligadas, capazes de emitir ondas ultrassônicas e monitorar continuamente a qualidade da água. A ação reduz a proliferação das algas sem a utilização de produtos químicos.
Segundo o presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, “a região de Sabino apresenta histórico de florações de algas, conta com uma base consistente de dados de monitoramento e possui relevância para atividades de lazer, turismo e pesca”.
ENERGIA SOLAR
A tecnologia utilizada em 60 países é movida a energia solar. As boias emitem ondas ultrassônicas em diferentes frequências para interferir na capacidade de flutuação das algas. Com isso, elas encontram mais dificuldade para permanecer próximas à superfície, onde recebem luz solar para realizar a fotossíntese.
Ao migrar para camadas mais profundas da água, ocorre a interrupção do ciclo de vida da espécie e a formação das manchas esverdeadas. Cada boia possui alcance de aproximadamente 500 metros de diâmetro, com cobertura equivalente a 130 campos de futebol.