Caso lixo: os promotores do Gaeco de Bauru obtiveram decisão judicial nesta sexta-feira (23/10) e prenderam Jonathan Moga Pinto em São Paulo – empresário investigado como suspeito de intermediar propina com pagamento atribuído a Renato Purini. A terceira fase da Operação Cavalo de Troia vasculha empresas pequenas que teriam participação na fraude para pagar propina atribuída ao ex-secretário de governo Renato Purini, no valor de R$ 750 mil em uma etapa, ainda na fase de aprovação da lei da concessão do lixo na Câmara, no final de 2025.
Medidas desta etapa também obtiveram ordem judicial determinada pelo juiz da Vara das Garantias, Josias Martins de Freitas Júnior, para busca de bens para bloqueio de até R$ 20 milhões nesta fase incluindo a Estre Ambiental, os empresários intermediários de notas e serviços investigados e o próprio Renato Purini.

Na terceira fase da Operação Cavalo de Troia foi preso preventivamente na cidade de São Paulo, o empresário que seria um dos responsáveis por uma empresa investigada por suposta intermediação de vantagens indevidas relacionadas à fase ainda de aprovação da lei da concessão do lixo de Bauru. Jonathan Moga Pinto é da Core Intermediações e Assessoria.
Em outra frente, a Justiça decretou medidas destinadas à preservação de bens até o limite de R$ 20 milhões. As diligências são do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar.
O empresário é suspeito de integrar o esquema de fraude da concessão de R$ 5,2 bilhões do lixo. O esquema já levou à prisão dos então secretários Cilene Chabuh Bordezan (do Meio Ambiente), Vitor João de Freitas Costa (de Negócios Jurídicos), Sara Moura de Jesus (secretária adjunta de Meio Ambiente) e, nesta fase, Renato Purini, ex da Secretaria de Governo e marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD).
PROCESSO