Criptomoedas – Série inicia com Introdução à Criptografia

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

Amigos leitores, nesta nova Série sobre o mercado financeiro, trazemos pra vocês um tema que vem ganhando os holofotes nos últimos anos:  as criptomoedas. Para isso, produzimos vários episódios que, a partir de hoje, irão explicar desde os fundamentos básicos de criptografia e blockchain até o funcionamento de criptomoedas e outros cripto ativos.

Abaixo o texto  com a Introdução de nossa Série. Mas você também pode OUVIR o conteúdo no link acima.

Criptografia

 

O que é

Métodos criptográficos estão presentes em nossa vida desde tempos antigos. E desempenham desde então o importante papel de proteger a comunicação entre duas partes que desejam manter segredo de uma terceira. A etimologia da palavra criptografia se refere a junção de duas palavras gregas “Kryptós” e “Gráphein” que significam respectivamente “oculto” e “escrever”.

 

História

É difícil dizer com exatidão a primeira aplicação de criptografia. Entretanto, a história da computação remonta uma das primeiras aplicações, com maior expressão, aproximadamente no ano 100 A.C. Na época, o Imperador Júlio César utilizava de métodos criptográficos para se comunicar com os generais de seu exército que encontravam em frentes de batalhas.

O método ficou conhecido como Cifra de César, e se baseia na mudança de uma letra por outra que esteja 3 posições à frente no alfabeto, por exemplo, a letra “A” se ria trocada pela letra “D”, “B” por “E” e assim por diante, o método é bem simples e depende fortemente da manutenção da chave em segredo, pois quando descoberta as mensagens poderiam ser facilmente descriptografadas.

Avançando para o século XX, a criptografia moderna surge durante a segunda guerra mundial, ainda com foco na aplicação militar, os países precisavam manter segredo em suas comunicações. O principal expoente desses esforços foi a máquina Alemã Enigma, criada pelo engenheiro Arthur Scherbius. Ela foi responsável por parte do sucesso alemão no começo da guerra, e por muito tempo considerada indecifrável.

No período pós guerra a criptografia deixa de ser aplicada apenas na área militar e ganha um foco comercial, em um movimento liderado pela IBM. A marca buscava  manter sigilos empresariais. Então, foram estabelecidos os principais padrões criptográficos que são utilizados até hoje. Com a evolução da computação a criptografia foi se tornando cada vez mais acessível ao público, e hoje a utilizamos diariamente sem ao menos darmos conta disso.

 

Princípios Básicos

 

Confidencialidade

Confidencialidade remete a transformação de dados de sua visualização padrão para uma não legível, garantindo que apenas as partes que possuem a chave criptográfica possam visualizar o conteúdo de forma legível.

 

Autenticidade

Diz respeito à confirmação de que determinada informação realmente é associada a uma pessoa que clama para si o envio da informação, podendo confirmar o remetente.

Integridade

A integridade remete à garantia de que uma mensagem chegue ao seu destino sem perder parte da informação ou que ocorra a alteração da mesma durante o envio.

 

Não repúdio

Impede que uma das partes haja de forma a negar a autoria de uma ação, dessa forma, ao enviar uma mensagem ela estará vinculada ao remetente, mesmo que ele tente negar isso.

 

Tipos de Criptografia

Os métodos criptográficos podem ser divididos em duas grandes categorias, que serão definidas pelo tipo de chave utilizada, e são elas:

 

Criptografia de Chave Simétrica

Nos métodos criptográficos de chave simétrica a mesma chave é utilizada tanto para codificar quanto para decodificar a informação. É necessário que todas as partes tenham acesso a mesma chave, que deve ser distribuída através de um meio seguro.

 

Criptografia de Chave Assimétrica

Neste método cada uma das partes possui uma chave pública e uma chave secreta. A chave pública é compartilhada na rede enquanto a privada é secreta e proprietária, ao criptografar uma mensagem com uma das chaves apenas a outra pode descriptografar, e vice-versa.

Funções Hash

Também conhecida como funções de resumos, as funções hash não fazem uso de nenhuma chave para criptografar as mensagens. Podem ser definidas como um algoritmo, que transforma um conjunto de dados em uma palavra única e de tamanho fixo, relacionada a exatamente aquele conjunto.

 

Aplicações em Criptomoedas

A criptografia é essencial para o bom funcionamento e segurança das criptomoedas, todas as transações feitas na blockchain, tema do nosso próximo artigo, são feitas através de mensagens criptografadas. Além da criptografia das mensagens, o grande diferencial das

criptomoedas é a aplicação de funções hash nos blocos da blockchain, dessa forma, cada bloco será interligado ao outros por meio de um hash de todas as informações contidas nele, caso alguém tente fraudar um bloco ao alterar suas informações, o hash a ele associado irá mudar conforme a mudança das informações, dessa forma ele não estará mais interligado aos outros blocos e as transações feitas através dele não serão mais validadas pelos mineradores.

 

Vamos juntos?

João Vitor Mariano Correia – AAI – Copaíba Invest

 

Para investir melhor em renda variável, nada como contar com especialistas. Entre em contato conosco:

Telefone: (14) 3010-1818

Whatsapp: (14) 3245-4345 ou acesse clicando aqui.

 

1 comentário em “Criptomoedas – Série inicia com Introdução à Criptografia”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima