Custo de serviços com lixo aumenta até 63% para Prefeitura “aliviar” rombo da Emdurb

A instalação de transbordo do lixo no antigo aterro reduz o custo da Emdurb; mas o pacote com outros contratos eleva a despesa para a Prefeitura

O CONTRAPONTO já detalhou pra você, há poucos dias, a situação insustentável da Emdurb, com prejuízo mensal assumido pela diretoria em R$ 1,4 milhão mensal. Também apontamos porque os 5 projetos de reestruturação enviados pela prefeita Suéllen Rosim à Câmara reduzem o buraco, mas não resolvem a sangria.

Se você precisar retomar os detalhes, entre neste link: https://contraponto.digital/pacote-de-ajuda-a-emdurb-exige-que-prefeitura-banque-r-237-milhoes-mas-5-projetos-trazem-esforco-reduzido-da-empresa-e-conta-nao-fecha/  Mas hoje vamos avançar no diagnóstico da empresa municipal para demonstrar que, além de não resolver o rombo da empresa municipal, as medidas adotadas pelo Município elevam a despesa com serviços ligados ao lixo doméstico em até 63,2%.

Para não “encher” você de dados, vamos sintetizar as informações. Durante a sessão legislativa desta segunda-feira, por exemplo, o vereador Coronel Meira apresentou levantamento que colheu junto ao presidente da Emdurb, Donizete dos Santos. E o desfecho é exatamente este: para aliviar as contas e o buraco na Emdurb, a Prefeitura está, desde já aumentando sua despesa com “serviços do lixo doméstico” em 63,2%, ou R$ 8 milhões a mais por ano. 

PRINCIPAIS DADOS

– lembre-se: a Emdurb assume que tem prejuízo mensal de R$ 1,4 milhão por mês. Ou seja, tem receita de R$ 4,9 milhões e despesa de R$ 6,3 milhões. Segundo a diretoria. E, faz tempo, do governo anterior até o atual, dá calote no INSS…

– O custo total da Prefeitura para pagar, pela Semma (Meio Ambiente) a coleta e o descarte final do lixo em Piratininga (aterro particular da Estre) é de R$ 28,4 milhões/ano. São R$ 19,7 milhões para a coleta (Emdurb – a R$ 219,43 a tonelada) e R$ 8,6 milhões para enterrar (Estre).

– Para resolver apontamento de contrato irregular (pelo Tribunal de Contas), o Município abriu nova licitação (vencida pela Estre Ambiental), mas incluindo o serviço de transbordo (que será no aterro velho).

– Para pegar o lixo dos caminhões da Emdurb no transbordo (R$ 37,50 a tonelada) e levar até seu aterro em Piratininga (R$ 85,50), o novo contrato vai custar bem mais com essas etapas.

– Acontece que a Emdurb também vai receber mais pela coleta. Dos atuais R$ 219,43, a projeção é que o novo contrato passe a até R$ 270,00, segundo coronel Meira. O total, com este novo preço, da coleta passaria a R$ 24,3 milhões por ano.

– Ou seja, o Município passa a consumir não os atuais R$ 28,388 milhões anuais pelos serviços acima (incluindo agora o transbordo), mas a despesa total vai a R$ 46, milhões. Ou 63,2% a mais. A diferença total unitária pela soma dos serviços sai de R$ 315,43 para R$ 515,00.

– Se está levando em conta que a Emdurb vai economizar com o serviço (porque não vai pagar mais uns R$ 250 mil mensais com pedágios e vai rodar muito menos com os caminhões no percurso – Piratininga x aterro velho -) você não errou.

Como apontamos, no início, as mudanças reduzem despesa da Emdurb à base de transferência de gastos para a Prefeitura.

O problema é que o esforço da Emdurb neste processo é muito pequeno. A prefeita apresentou 5 projetos de lei com redução de poucos cargos. Só de encarregados são 56. E o governo quer eliminar no máximo 16…

E, para tudo dar certo, a Prefeitura terá de injetar, de imediato, mais R$ 23 milhões na empresa (para pagar fornecedores, R$ 14 milhões de INSS e etc.).

Pra ilustrar, segue infográfico resumindo os dados da situação geral da Emdurb:

1 comentário em “Custo de serviços com lixo aumenta até 63% para Prefeitura “aliviar” rombo da Emdurb”

  1. Chance nenhuma. Isso é como discutir preço do feijão com o organizador de gondolas de supermercado. A prefeitura – SEMMA fez opção de transbordo do lixo somente agora, poderia ter sido a mais ou menos 6 anos atrás. Os custos continuam elevados mas é o que é possível para o momento de sobrevivência da EMDURB. Para não enterrar mais o lixo (orgânico) recolhido diariamente a PMB teria que investir em uma tecnologia apropriada que não é barata e por enquanto não tem orçamento para tanto. Já perdemos muito tempo e dinheiro e a missa já se faz de corpo presente, qualquer coisa fora disso é mero exercício retórico.
    Espero que daqui a 6 meses não tenhamos que ler na coluna candeeiro do intelectual Nelson Itaberá e nem a cobrança por por parte do fiscal do povo Vereador Benedito Meira sobre esse assunto que já deveria ter virado energia para baratear custos ou enterrado de forma correta, os pagadores de impostos e o meio ambiente agradece.

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