DAE reduz pedidos de conserto de vazamento em rua para 10% dos registros

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Presidente do DAE, Marcos Saraiva, que assumiu a autarquia em abril de 2021

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) informa que a lista de pendência para conserto de vazamentos de rua em Bauru caiu para 10% dos pedidos. Conforme o presidente do DAE, Marcos Saraiva, eram 438 registros dessa ocorrência pendentes em abril deste ano, quando assumiu a função. Nesta quarta-feira, a Diretoria que atua no atendimento da demanda tem 40 pontos em aberto.

“Passamos a atuar com foco nessa questão de combate aos vazamentos. Realizamos mutirões, atuamos aos sábados com equipes extras. Porque além do desperdício de água, temos o agravante da estiagem e o racionamento no abastecimento, o que afeta ainda mais a vida das pessoas. Conseguimos reduzir de 438 para 40 pontos, neste momento. E estamos trabalhando para que esta meta diária de pendência seja mantida, quem sabe menor. Atacamos esse problema, mas isso não costuma dar manchete”, apontou Saraiva em uma de suas inúmeras entrevistas na véspera do feriado.

A assessoria de imprensa do DAE confirmou os números nesta quarta-feira. “O DAE já atua na redução tanto de perdas físicas quantos financeiras, com a abertura de licitação iniciada para ainda neste ano realizar a compra e instalação de 5 mil hidrômetros, com o objetivo de sanar o problema de vazamento de água na rua. De abril até sexta (08/10), o vazamento de água caiu de 438 pontos para 40. O DAE continua atuando para zerar esses pontos de perdas físicas de água”, relatou Juliana Lobato, da comunicação.

Ao atualizar o Plano Diretor de Água (PDA), no primeiro semestre deste ano, a atual presidência do DAE estipulou como meta trocar 5 mil hidrômetros até o final deste ano e mais 30 mil em 2022. A troca de 35 mil equipamentos, iniciais, está no cronograma de redução de perdas (micromedição). O DAE estipula que esta medida, além de garantir o registro real do consumo junto aos consumidores, vai permitir a retomada, gradual, de faturamento de acordo com o volume correto de água entregue nos imóveis.

A norma técnica aponta que os hidrômetros precisam ser trocados a cada 5 anos. Medida que nunca foi adotada em Bauru, exceto ações pontuais e, ainda assim, mínimas. Com isso, a autarquia mantém defasagem na receita que gera diferença (pra menor) substancial na receita. Na revisão do PDA, o DAE estimou que são necessários substituir 88 mil hidrômetros em Bauru. O plano, inclusive em cronograma assinado com o Ministério Público, é trocar tudo em 4 anos.

Para este plano, de quatro anos (2022-2025), o DAE quer, de outro lado, aumentar a tarifa em 35% (o pedido está há mais de um mês nas mãos de Suéllen Rosim para publicação). Segundo Saraiva, a demanda via recompor a tarifa e garantir quase R$ 90 milhões a mais de receita já a partir de 2022 – para fazer frente aos investimentos assumidos no PDA neste período.

Conforme o PDA atualizado, são cerca de R$ 24 milhões anuais para obras previstas. O plano vai até 2034, por etapas.

A discussão, realizada pelo CONTRAPONTO, é de que a autarquia terá reforço de caixa sustentável, permanente, com a retomada do corte no fornecimento de mais de 25 mil inadimplentes (gerando retomada de receita mensal de até R$ 1,5 milhão, conforme o DAE). Além disso, a troca de hidrômetros também gera aumento de faturamento – que pode ir de 12% a 20%, conforme dados confirmados em outras cidades onde a medida foi adotada.

Ou seja, o aumento de 35% – de uma só vez – neste momento duro da economia, pode ser atenuado.

CONTROLE DE PERDAS E RODÍZIO

O rodízio no abastecimento para quem depende do sistema Batalha-ETA continua, com intervalos a cada 24 horas, alternados. O nível da Lagoa do Batalha hoje (13/10) é 2,92 metros (profundidade), ainda inferior aos 3,20 metros ideais para que a produção de água do rio volte aos 550 litros por segundo.

O DAE contratou, no governo anterior, programa de perdas. Mas o trabalho não foi realizado pela empresa e o DAE rescindiu o termo. Conforme a assessoria, “sobre o uso da verba e o não cumprimento do contrato, o mesmo foi rescindido devido ao descumprimento contratual por parte da empresa contratada. O DAE aplicou penalidade pelo descumprimento no valor de R$ 27.521,32. No momento, a autarquia estuda uma nova contratação para o programa em questão”.

Sobre a retomada do funcionamento do novo poço Praça Portugal, a bomba já foi consertada (estourou o mancal). Mas o DAE teve de abrir novo processo para comprar os cabos, entregues (duas vezes) com defeito pelo fornecedor contratado. O DAE também vai acionar o fornecedor pelos prejuízos, agravados no período de grave racionamento na cidade, em razão da estiagem.

Não há data para o poço Portugal voltar a operar.

 

1 comentário em “DAE reduz pedidos de conserto de vazamento em rua para 10% dos registros”

  1. João Carlos HERRERA

    Parabéns ao DAE e ao Eng. Saraiva pelas iniciativas na redução das perdas físicas e aparentes em Bauru.
    Fazendo diferente pode se esperar resultado diferente
    Pois,
    Se continuar fazendo sempre tudo igual não se pode esperar (obter) resultado diferente.
    O caminho é longo mas perseverar é preciso só assim se reduz a distância que nos separa do objetivo.
    Força pessoal.
    O caminho é esse.

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