Escola em 2021: turmas em dias alternados e Internet paga pela Prefeitura?

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Como fica o calendário escolar (público e privado) em Bauru, assim como em outras cidades, em 2021? A projeção de aumento de casos do coronavírus em patamar que gere necessidade de conter a mobilidade social e a concentração de pessoas (para não superlotar o serviço de saúde) vai gerar prejuízos no próximo ano?

Para a secretária municipal de Educação, Isabel Miziara, a alternativa é oferecer ensino misto às  diferentes faixas etárias. Ela propõe que as aulas sejam alternadas. “O planejamento para o próximo que estamos discutindo prevê aulas para metade de uma turma, por classe, em dois dias da semana e a outra metade nos outros dias. A sexta fica como apoio, reforço ou atividade suplementar artística, ou física, com o protocolo de saúde”, opina.

Conforme a secretária, os setores técnicos da pasta discutiram que a alternância seria para uma turma frequentando a escola na segunda e quarta e a outra na terça e quinta, por exemplo.

Além dessa alternância, a Educação está aguardando posição do Jurídico para pedido de contratação de serviço de internet residencial aos alunos. “Nós estamos esperando o posicionamento do Jurídico porque consideramos que, em situação especial como de saúde publica com a Covid, e a urgência de gerar ações que não afetem ainda mais o aprendizado no próximo ano, que a administração possa contratar serviço de Internet de boa qualidade para as turmas que continuarão a ter ensino em casa. Isso pelo menos até o fim da pandemia”, comenta Miziara.

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Esse diagnóstico será discutido nesta sexta, às 9h00, em audiência pública na Câmara de Bauru.

Por iniciativa da vereadora Chiara Ranieri (DEM), a Câmara promove, Audiência Pública para discutir o retorno das aulas presenciais em 2021 tanto na rede pública quanto na privada.

Convocados e convidados participarão do debate por videoconferência.

A audiência será transmitida ao vivo pela TV Câmara Bauru (Canal 10 Claro/NET ou Canal 31.3 Sinal Aberto Digital), pelo YouTube e pelo Portal da Casa de Leis.

Outros interessados e a comunidade em geral podem participar, com comentários, perguntas ou sugestões pelo WhatsApp do Legislativo: (14) 98119-5511.

Chiara explica que esta é uma discussão sensível, pois o retorno às aulas presenciais ainda é visto sobre a ótica de quem é “a favor da vida” e “contra a vida”, conforme divulgou a assessoria de imprensa.

“Vejo que debatemos muito se as aulas presenciais voltam ou não, mas que não há cobrança ao Poder Público para que sejam criadas as condições para o retorno das aulas – e isso não acontece do dia para a noite”, exemplifica.

Para a vereadora, é essencial fazer um diagnóstico da Educação em Bauru neste momento – das condições de saúde dos servidores do setor (grupos de risco, pessoas que já foram diagnosticadas com a COVID-19, condições de locomoção até o trabalho) – à infraestrutura dos prédios escolares (mapeamento dos espaços a serem utilizados por cada escola, quantos alunos e profissionais cada unidade comporta seguindo regras de distanciamento, entre outros).

“As escolas particulares, que estão liberadas para atividades de reforço e acolhimento, já promoveram adaptações para receber os alunos. Mas sabemos que cada escola tem sua realidade, por isso, é preciso dialogar para encontrar um plano comum a todos”, alerta.

Por fim, Chiara também destaca que o cenário, hoje, é diferente em relação ao de março, quando as escolas foram fechadas. Com mais conhecimento sobre a doença do que no início da pandemia, a vereadora acredita ser possível estarmos mais preparados para esse retorno. “Não podemos deixar de assistir as crianças, principalmente na Educação”, opina.

Participações esperadas

Foram convocados para a audiência representantes das Secretariais Municipais de Educação e de Saúde.

Na relação de convidados, estão o prefeito Clodoaldo Gazzetta; o Ministério Público, por meio da Promotoria da Infância e da Juventude; a Diretoria Regional de Ensino da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo; o Conselho Municipal de Educação; o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp); o Sindicato dos Professores de Bauru; o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp); o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm); o Movimento Volta às Aulas Já; e o Movimento das Escolas Particulares.

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