Estado põe todos no vermelho, com toque de restrição, mas mantém culto na pior fase da pandemia

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Medidas valem deste sábado até o dia 19/3 em todo o Estado, com toque de restrição das 20h às 5h

 

O governo do Estado de São Paulo decreta fase vermelha em todas as regiões, com toque de restrição das 20h até às 5h, a partir do próximo sábado, mas mantém a incongruente autorização para a realização de cultos religiosos (com limitação). A medida contrasta com os números elevados de contaminação e a pior fase da pandemia no Estado e no País desde o início da pandemia.

De outro lado, o governo do Estado continua penalizando a região de Bauru, com atraso absurdo na instalação de leitos UTI adicionais. Há mais de 7 semanas, Bauru está com as mesmas 50 vagas UTI para casos graves Covid no Hospital Estadual.

Além disso, na região, as internações públicas passam de 100% há mais de duas semanas. No dia em que o País enfrenta dados elevados de internações e casos, o presidente Jair Bolsonaro repete que a “culpa é da imprensa”.

Os governos falham também na vacinação, com atraso nas medidas de aquisição, desde o ano passado e nos processos internos. Municípios, de outro lado, tentam formar consórcio para eventual aquisição. Bauru ainda não tomou posição a respeito.

Nos municípios, além de festas e eventos clandestinos, o transporte coletivo continua sendo problema. As regras mais duras também não atingem as escolas, que continuam autorizadas a abrir com limitações. A Secretaria Estadual de Saúde defendeu o fechamento.

A atividade esportiva também foi mantida, mas sem plateia no caso dos esportes oficiais.

Outra falha injustificada do Estado é a não divulgação das amostras de presença da variante da Covid-19 no Interior, incluindo Bauru. Desde a última sexta-feira, os exames já foram realizados pelo Leial, Laboratório de Especialidade do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

 

AVALIAÇÃO 

Neste momento, 74,3% das vagas hospitalares no Estado estão ocupadas. Já o isolamento social não funciona faz tempo. Ou seja, boa parte dos cidadãos não cumprem: apenas 39% sem mobilidade, segundo as medições. Na prática, a restrição surte pouco resultado com este nível de movimentação das pessoas.

Já morreram 60.381 pessoas até esta manhã de quarta-feira no Estado. Para o Comi, Para o Comitê Covid, as próximas duas semanas serão as mais duras da pandemia.

Bauru não tem leito UTI para internação, mas nem isso tem “segurado” a pandemia.

João Gabbardo, especialista na área, abordou na entrevista coletiva que “esta é a fase mais transmissível e as internações são quase 20% maiores. Isso se explica pela presença de pessoas com maior resistência ao vírus internadas, o que aumenta o tempo de internação. Com isso, o leito “roda” (é liberado) com mais demora, o que explica o aumento das taxas de ocupação”.

Ele também rebateu que, “dizem que em 2015 já faltavam leitos, mas eram pontuais, ocasioansi em alguma região”.  Não é verdade! Pelo menos em relação a Bauru a falta de leitos é crônica há anos, bem antes de 2015, e com ação de execução contra o Estado (sem cumprimento) para repor o mínimo de leitos.

O cumprimento às medidas depende da ação da Ouvidoria e da fiscalização das prefeituras. Em Bauru, apesar do esforço, a estrutura e as ações são muito tímidas para a abrangência, alcance, e gravidade da situação atual.

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