IGUAIS, com DIFERENÇAS. Áudio completo com Suéllen e Raul

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Abaixo o áudio completo com as entrevistas com os candidatos pra você conhecer o que pensam e comparar. 

 

Suéllen Rosim (Patriotas) e Raul Gonçalves de Paula (Democratas) disputam o segundo turno da eleição em Bauru com propostas de governo convergentes em vários pontos. Eles estão em campo de espectro político mais à direita, embora a jornalista tenha perfil mais conservador que o médico. Entretanto, ambos defendem Reforma Administrativa, redução de gastos públicos e menor presença do setor público em serviços estruturais (como Iluminação Pública e Limpeza Pública).

Mas, apesar de defenderem concessões em seus programas, tanto Raul quanto Suéllen discursam, em outra ponta, pela “valorização do funcionalismo” – ainda que essa manifestação seja retórica política. Entre inúmeros pontos de vista em que se equivalem (como nos discursos relacionados a promessa de melhoria de serviços na Saúde, Educação, modernização da máquina pública, incentivos a empresas), as candidaturas trazem peculiaridades.

Suéllen aposta na “imagem nova” como “representante do meio político” para o eleitor, enquanto que Raul tenta convencer o eleitorado que tem experiência em gestão que não vê na adversária. Ambos foram candidatos a deputado. Ela é jornalista, ele médico.

Ambos estão em partidos de direita e são profissionais liberais, prestadores de serviços, mas ela não exerceu função pública até aqui e ele já foi vereador. Na entrevista abaixo você tem a oportunidade de ouvi-los e de realizar comparação para sua escolha.

O CONTRAPONTO entrevistou Suéllen e Raul. O agendamento foi ancorado na sabatina realizada pela Assenag, onde temas relacionados a infraestrutura e soluções cartesianas para temas locais (como Obras, Trânsito, Ocupação do Solo, PPP, Planejamento, Saneamento, Esgoto, Incentivos e Ferrovia) seriam indagados aos dois. Ambos confirmaram presença.

Mas Raul compareceu e Suéllen não. A Assenag criticou a desistência da candidata. Assim, não foi possível trazer o comparativo dos temas iguais em apresentação, estabelecidos pela entidade.

Apesar disso, conseguimos, em esforço de reportagem, ouvir os candidatos em entrevista individual, acerca de questões estruturais da Prefeitura:

SUÉLLEN ROSIM

PPP. Qual sua posição para a concessão do lixo e da iluminação pública?

Suéllen – Acho importante ressaltar que projetos que já estão em andamento e foram projetos legais, projetos técnicos bem incorporados, que a gente tenha que dar continuidade. Na iluminação pública, por exemplo, é um problema que nós temos e urgente. Então o que se faz, mantém essa parceria, mas com um projeto bem feito, com estudo e com muita transparência. Diante de qualquer Parceria Público-Privada tem que existir transparência e projeto muito bem feito.

A questão do lixo é um estudo que a gente deve dar continuidade também. A iluminação pública é necessidade e uma urgência. Mas tudo dentro do que é técnico, de um projeto engajado, ouvindo os especialistas… Lógico que nos primeiros dias, nós vamos sentar e ver esses projetos que estão em andamento. Não estou aqui para inviabilizar projetos porque iniciou no outro governo. Só que eu vou analisar com muita cautela e muita transparência cada um. Eu acredito muito no potencial das PPPS. E inclusive, vamos utilizar muitas se necessário. A gente não vai conseguir abraçar tudo.

Então se a gente conseguir fazer bons projetos, boas parcerias, isso com certeza vai ajudar bastante o Município.

No caso da coleta de lixo, este serviço continua fora da PPP com a Emdurb deficitária, que perde serviços e não consegue competir com o mercado? A PPP seria com o pacote inteiro, com outros serviços como varrição, poda e com coleta e não descartado como está o atual estudo?

Suéllen – E não descartado como está o atual, eu acho que é uma coisa viável, sem dúvida. Porque a gente não vai conseguir abraçar o mundo. A nossa estrutura não nos permite isso. Então o que a gente vai fazer é nos reorganizar e rever isso pra gente fazer o que for melhor para o município. E isso inclui sim a possibilidade de incluir tudo isso nesse pacote, porque nós temos os equipamentos sucateados, temos limitação até mesmo de funcionários.

Então o que a gente puder minimizar pra fazer um serviço de qualidade na Emdurb e conseguir fazer isso na questão do lixo, eu vejo como o melhor caminho.

A Emdurb ficaria uma empresa de serviços reduzida, com outra modelagem?       

Suéllen – Acho que o mais importante da Emdurb é nós revermos ela como um todo. Nós temos que aproveitar o efetivo que nós temos. Eu não vou, em momento algum, fazer alterações na Emdurb, por exemplo, que diminuam nosso potencial. Pelo contrário. Nós vamos fazer ajustes. Então nós vamos precisar rever toda a estrutura, rever inclusive quem vai nos ajudar a presidir a Emdurb alinhado com nosso governo. Que é melhorar o que nós temos ali. Este é o grande objetivo.

Seu programa de governo fala reduzir secretarias e cargos comissionados. Que estruturas mexeria nessa Reforma Administrativa? 

Suéllen – Quando eu falo em Reforma Administrativa, a gente fala de vários aspectos e não necessariamente mexer nos direitos do próprio funcionário. Isso não. Isso não é verdade. Estou falando de uma Reforma Administrativa no sentido da gente reorganizar a casa e redistribuir os nossos gastos de forma muito mais completa…

É o caso por exemplo dos funcionários comissionados. Nós temos que enxugar. Porque nós temos muitos profissionais dentro da casa que são excepcionais e podem fazer parte de nosso quadro de confiança. E num segundo momento, quando a gente fala de colocar pessoas técnicas ali, você fala em pessoas que vão entender do assunto e vão nos ajudar a governar. Porque não dá pra fazer isso tudo sozinha.

Diminuir as secretarias? É importante a gente viabilizar? Sim. Por isso que eu propus. Nós vamos fazer uma análise, se conseguimos reduzir essas secretarias. Não necessariamente que nós faremos. Até porque a gente já trabalha com alguns pontos importantes. Por exemplo, muita gente questionou: cultura, lazer e esportes ficaram no mesmo pacote? Não. São coisas diferentes e a gente não pretende fazer essa redução, diminuir tudo em uma secretaria só. Apenas, diante do plano de governo, a gente englobou alguns dos pontos.

E a gente fala em Reforma Administrativa é enxugar aquilo que tem de ser enxugado

O atual governo não revisou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). E isso gera aumento de despesa mesmo sem reposição salarial. O que fará?

Suéllen – Vejo como diálogo primordial. Já me coloquei desde o primeiro momento, explicando que eu quero ser um governo, tanto eu quanto o Doutor Orlando (Costa Dias, vice) que é um grande parceiro nisso e vai nos ajudar bastante, quando se fala em administrativo e gestão. Vamos ter ao longo do processo muitas coisas a serem debatidas. Muitas coisas têm realidade financeira diferente do que gostaríamos e uma realidade de direitos de funcionários que precisam ser mantidos.

Então eu sempre digo para qualquer funcionário que faça parte do corpo da Prefeitura que nós teremos o diálogo para encontrar o melhor ajuste possível, pra rever o que precisa ser revisto, pra ajustar os detalhes necessários. Então a gente vai precisar sentar pra falar sobre isso. Eu não estou pra tirar direito de ninguém. Pelo contrário. Estou pra manter e fazer o melhor possível dentro de um ajuste, de uma reforma geral na Prefeitura. E melhorar o que for possível para o funcionário.

Uma ação judicial do MP quer concurso para a Fundação de Saúde. Se isso assim for julgado, retira da FERSB a agilidade. E fica duas estruturas por concurso, com a da Secretaria. O que fará?

Suéllen – Tenho um grande parceiro, que é o doutor Orlando Costa Dias, que não só vai ser um vice ativo, como vai nos ajudar muito na questão da Secretaria de Saúde. Não que ele será secretário de Saúde. Terá função como vice. Mas nós teremos acompanhamento muito maior por conta disso. 

Então o que vamos fazer é rever muitas coisas que acontecem hoje. Inclusive essa questão. Rever os apontamentos feitos pelo Ministério Público, rever aquilo que for melhor para a cidade, rever os contratos que forem necessários. Porque quando a gente fala de fazer uma reforma até mesmo diante disso é justamente passar um pente fino. E não tenho medo de dizer isso. 

Porque se a gente quer fazer uma Prefeitura funcional, eficiente, a gente precisa realmente fazer isso fluir. Então nosso compromisso é oferecer o melhor serviço pra população e nunca fazendo o que não pode ser feito. 

Reduzir impostos é dificuldade para qualquer prefeito em função da crise e da limitação orçamentária. Abrir mão de IPTU, ISS, ITBI é difícil. O que exatamente você pensa disso que está em seu plano de governo?

Suéllen: Existem vários incentivos que podem ser feitos. Não só na redução de alguns impostos, por exemplo, como o IPTU para as empresas. Mas nós temos terrenos da Prefeitura que estão praticamente às traças, só acumulando lixo. Temos a revisão dos Distritos Industriais. Eu não defendo a criação do Distrito 5. Eu defendo a manutenção do que já temos.

E encontrar o equilíbrio entre a lei que já existe hoje, a Lei de Zoneamento é bastante antiga e limita muitas coisas. Então quando você fala de reduzir impostos para empresas você fala de uma via de mão dupla na verdade. Porque você reduz para ela se instalar, para ela sobreviver. A empresa  em seis meses ela sobrevive, ou ela se mantém, ou ela fecha.

Então se a gente dá um prazo maior para que ela se instale na cidade com alguns incentivos nossos, ela consegue ter fôlego para trabalhar. É lógico que isso vai passar por um estudo, por uma viabilização de ponto a ponto. Mas a garantia é de que a gente vai precisar nisso. Porque senão a gente não vai conseguir fazer o que a gente gostaria. A gente não vai conseguir trazer novas empresas se a gente continuar no padrão que a gente está hoje…

Você é uma candidata jovem, sem ter atuado em gestão pública. Qual é o time com quem você pretende governar?

Suéllen – Eu percebo que Bauru tem pressa. Eles batem muito nessa questão administrativa. Mas a administração que se utilizou nos últimos anos provou que essa administração política não deu muito certo. A cidade viveu um grande atraso.

Quando você fala  de equipe técnica, eu falo porque é real. Não vou administrar a base da troca de cargos. Talvez este seja o grande diferencial. Porque no início de campanha se fala: eu vou só com técnicos. Ai no segundo momento de campanha fala eu vou distribuir a Prefeitura em fatias e coloco pessoas que não entendem do assunto porque eu preciso de apoio. Não é meu caso.

Acho importante ressaltar, e queria que você ressaltasse isso pra deixar muito claro, o que se fala muito nos últimos dias. Eu não pertenço a uma candidatura do grupo A ou grupo B. Eu realmente vim com uma candidatura de chapa pura. Eu vim com uma candidatura pensando no Município e que eu não vou governar sozinha.

Fazer conta eu faço. Eu chego em uma secretaria e a gente consegue planilhar. O que eu quero é solução dos problemas. As pessoas serão técnicas, inclusive conto com o apoio da Assenag pra isso. Conto com o diálogo. Porque a gente vai pensar em pessoas técnicas, dentro do município, com conhecimento profundo de cada área para que a gente consiga trazer soluções juntos…

Acho até importante deixar claro sobre o que se fala muito nos últimos dias: quem é que está por trás da campanha da Suéllen: A população. Sou jornalista da rua que viveu os problemas com todo mundo. Então quem me trouxe até aqui é a população. Não vou ter dificuldade nenhuma administrativa, dificuldade nenhuma em diálogo, com os vereadores, por exemplo, com os grupos políticos…

Como jornalista, você sabe que a relação com a Câmara envolve relações políticas. Os partidos eleitos buscam naturalmente espaços no governo. Se essa relação for republicana, bem. O problema é quando ela passa do outro lado. Você tem 1 vereador eleito pelo Patriotas e teria que conversar inclusive com vários vereadores da aliança do seu adversário?     

Suéllen: Exatamente. Por isso que eu falo que eu vou abrir o diálogo. Todos os vereadores foram eleitos pelo povo… E ali eles representam seu núcleo de eleitores. O que a gente vai abrir é um diálogo extremo, intenso, com os vereadores. Porque acredito que não teremos dificuldades…

Os vereadores podem participar do governo. Não vejo problema quanto a isso. Mas o que eu bato sempre na tecla é que eu não quero que a Prefeitura se torne uma moeda de troca para fazer o que é obrigação…

Pelo que eu vi entre os vereadores eleitos já existe um grande diálogo. Percebo que existe interesse de uma grande maioria de trabalharmos juntos, com o mesmo objetivo. 

A carta do Codese você assinou, para que o governo se comprometa com indicadores específicos na área de educação, saúde. O que você pensa?

Suéllen – Acho extremamente importante. Participei da entrega, participei da live que fizeram. E acho mais importante ainda a visão que se tem quanto a isso. A Suéllen passa, os governos passam. O que a gente está pensando pra Bauru daqui a 20 anos? Tudo o que fizer agora vai refletir no futuro. 

Então quando você tem um planejamento de metas estabelecidas, isso acaba sendo muito bom. A continuidade dos projetos é importante…

A Assenag se preocupa com a Lei de Zoneamento que ainda não foi revisada, o Plano Diretor em andamento, e a flexibilização do cerrado, com projeto na Alesp.

SuéllenUm dos pontos principais que a gente tem é de que a gente não pode travar. Então enquanto governo, junto com a equipe técnica, vamos rever alguns pontos antes de enviar esses documentos pra frente, o Plano Diretor e a nova revisão da Lei de Zoneamento. 

Sou a favor do equilíbrio. A gente precisa encontrar em Bauru o equilíbrio. A gente precisa pensar com muito cuidado o cerrado, o meio ambiente. Mas a gente precisa pensar em um Município que precisa não só crescer, mas se desenvolver nos próximos anos. 

E isso ‘linka’ com a Estação de Tratamento de Esgoto. Porque se fala muito na preocupação com o meio ambiente e não tem ETE na cidade.

Você criaria o Instituto de Planejamento, já em lei, a estrutura?     

Suéllen: Acho importante rever. Tudo aquilo que for importante pra cidade não vejo porque não botar na mesa e analisar aquilo que for viável. Até porque acredito muito nessa participação da população, em você ir para os bairros. Simplesmente conversar com quem usufrui do serviço público. E conversar com pessoas, ter conselhos, ter grupos participativos, ter contato com esses grupos, associações, para a gente conseguir governar a cidade de forma igualitária, mas acima de tudo, funcional…    

OUÇA O ÁUDIO INTEGRAL DA CONVERSA COM SUELLEN: 

 

RAUL GONÇALVES 

ABAIXO O ÁUDIO NA ÍNTEGRA DA ENTREVISTA. EM SEGUIDA, O TEXTO: 

Emdurb como autarquia, em seu plano de governo, esbarra no limite fiscal. Como fazer?

Raul Gonçalves: Os critérios técnicos pra isso, eu preciso estar dentro da Prefeitura, para faze-los. Conversar com quem tem ideia dessa arte na parte legal. Você tem ideia de fazer, mas alguém técnico tem de estudar e dizer como tem de ser feito para fazer, o caminho a ser seguido.

Já foi ventilado isso, por pessoas de dentro da área mesmo. Quer dizer, pra se ventilar, provavelmente deve existir uma viabilidade de execução… A importância que eu vejo da autarquização é da própria Emdurb fugir um pouco dessas licitações. Que ficam aparecendo aquelas empresas de fachada, que jogam um preço as vezes muito baixo de alguns procedimentos e a Emdurb acaba tendo que cobrir aquilo. E ela acaba entrando até em déficit orçamentário para prestar aquele serviço…

O que a gente quer é fazer com que a Emdurb seja superavitária e que ela permaneça no sistema. Até porque ela não presta serviço só de lixo. Ela presta serviço em diversas áreas. E eu quero fazer com que mais serviços possam ser executados por ela mesma.

PPP: lixo. Você defende concessão para o destino final do lixo, mas com aterro próprio para ser feito pela iniciativa privada? E a coleta?

Raul: Eu quero exatamente isso. Fazer o gerenciamento. Eu quero que a PPP gerencie o  aterro (municipal). Isso levaria o custo a bem mais baixo do que está sendo pago hoje. O transbordo também ficaria muito mais próximo. Então acredito que com isso teria uma economia ai em torno de R$ 1 milhão de Reais. E há quem diga que pode dar até mais, dependendo do quanto está sendo computado hoje no próprio pagamento de pedágio, desgaste de caminhões pegando a estrada, o tempo de prestação dos serviços, porque muitas vezes tem de esperar um caminhão voltar, esperar descarregar o outro.

Então são muitos custos indiretos que a hora que você computa isso, não fica simplesmente o preço comparado, de R$ 65,00 com o preço de R$ 180,00 por exemplo (custo tonelada). 

PPP: você inclui o tratamento de esgoto em seu plano de concessões? 

Raul:  A prestação de serviço ser com o setor privado. Até porque se você ficar colocando mais gente dentro do sistema, pra fazer esse gerenciamento, eu vou ficar cada vez mais distante do limite prudencial. Eu não vou conseguir prestar um bom serviço. Como existe a taxa a ser cobrada, vai existir uma fonte pagadora, você tem condição de fazer a terceirização disso ai, através de uma PPP, do tratamento de esgoto de nossos resíduos.

Ai é uma coisa a parte. Você vai ter que encerrar um processo, pelo menos do ponto de vista jurídico, para começar um outro processo.

PPP: Iluminação Pública vai passar por debate. Para alguns setores empresariais há restrição a competição de consórcios no atual edital. O que fará?  

Raul: Acho que a regra tem que beneficiar o município. Não podemos cair na mesma armadilha que a cidade caiu com a Estação de Tratamento de Esgoto. Por mais que tenham tido escândalos ai com essas empresas de grande porte, se qualquer uma delas se tivesse ganho a licitação da Prefeitura aqui essa obra já estaria inaugurada há muitos anos. Porque elas teriam caixa, teriam velocidade e espertize pra executar esse tipo de trabalho.

Então tem de ver direito qual é a exigência. Porque se existir essa exigência, ela não vai ser exigência para uma única empresa. Porque pelo que eu vi estava sendo colocado na Bolsa (leilão). Então quantas empresas com poder aquisitivo suficiente para participar de uma licitação dessas vão aparecer. Acho que o importante é não ficar ligado a uma empresa muita pequena que ela quer entrar no processo, às vezes até para terceirizar o processo lá na frente…

Então eu desconheço qual é essa queixa por algumas empresas, mas se for uma exigência onde beneficia o Município e dê segurança ao município vai abrir eu tenho certeza porque esse tipo de obra não é para beneficiar aqui um ou outro na região, tanto é que eles se consorciam…

Saúde: Você fala em transformar a Fundação em Municipal, fala em PPP, e procurar parceiros privados para manter UBS, UPAS. Mas uma ção judicial do MP quer concurso para a Fundação, o que manteria duas estruturas. Você quer criar Hospital da Criança. Como vai fazer tudo isso?   

Raul: Criar um Hospital da Criança significa você plantar a ideia, significa você viabilizar ela. Eu ouvi um empresário se prontificar a executar uma parte disso. Ouvi outro empresário viabilizando a possível compra do Mackoud (prédio inacabado). Mas existem outros locais em que poderia ser viabilizado isso. Eu só vejo assim: naquele local poderia ser implantado lá uma semente onde, se um dia houvesse a necessidade da estrutura ir crescendo, ela pode crescer nos próximos 50 anos do jeito que está construído aquilo ali hoje.

Só tem que ver a viabilidade de se fazer a manutenção daquilo, se não está comprometida a estrutura, por causa de tanto tempo que ela está ali. Qual é o custo disse pra fazer. Faz só uma parte e depois vai executando as outras?

Só acho que a cidade não pode ficar com o tratamento que está sendo destinado hoje a nossas crianças. Se você perguntar para uma mãe se ela prefere vir até o Centro da cidade, trazer o seu filho, num hospital de primeira linha, você pode ter certeza que ela vai preferir vir ali porque ela vai ter uma alta porque ela vai ter uma alta resolutividade do problema de sua criança, do seu filho… Quero por em discussão o atendimento infantil na cidade que está a desejar.

Em relação às PPPs, mesmo que a Fundação de Saúde não seja usada por questões burocráticas ai que estão surgindo ela pode sim comprar serviços de terceiros. Então, por exemplo, vamos supor que eu tenha uma fila lá. Foi executado pelo Estado. O Dória acabou de fazer isso. Você tem lá a necessidade de fazer 200 ressonâncias nucleares magnéticas de joelho. Está lá na fila do Estado, esperando para dar andamento. Você pode muito bem comprar os serviços.

Se possível, se conseguir, o gerenciamento dos Ambulatórios próprios da Prefeitura, através de convênios com a federação. O dinheiro entra. Então tem que se começar a pensar. O que não pode é o desmonte na saúde pública que está acontecendo na cidade nos últimos anos.

Está se fazendo apenas investimentos em algumas áreas específicas, daquilo que é interesse daquilo que é possível ter lucro.Tem situações que não tem lucro. E não é por isso que você não vai investir. Uma UTI Neonatal não dá lucro. Mas tem que ter UTI Neonatal na cidade de Bauru.  E tem que estar ligado isso ao Estado, senão não suporta investimento desse tipo.

Flexibilizar o cerrado é polêmico, com projeto na Alesp. Como você encara isso?

Raul: Precisa mostrar para essas pessoas que ao invés de ser tão resistente a este tipo de atitude era muito melhor a gente ter uma política pública de fazer uma arborização na cidade, ao mesmo tempo, em 100% da cidade. Não é o que está acontecendo.

Nós estávamos na Beneficência Portuguesa, alguns anos atrás, fizemos no dia da árvore plantio em volta da Beneficência Portuguesa. Outro dia estava olhando isso… Em pouco tempo praticamente você tem todas as árvores crescidas. Se você plantar e tratar, você vai ter uma arborização na cidade que vai dar o efeito técnico muito mais tranquilo para a população do que isso.

É importante que você veja o mapa um pouco mais de cima. E não apenas de uma atitude, um pedaço. 73%  da área de cerrado do total já está dentro de áreas públicas. E essas sim podem ser preservadas sem maiores problemas. As áreas particulares vão sempre gerar problemas. Porque eles vão entrar cm ações contra o Estado e vão ganhar. E vai acabar desmatando do mesmo jeito. Então é muito melhor que você faça essas parcerias e o município acabe tendo um retorno social, e também ambiental, porque você pode fazer contrapartidas.

A partir do momento que você libera, por exemplo, uma área dessas quando você traz isso pro município (licenciamento) , você pode fazer ele plantar o mesmo tanto em uma outra área e conservar ela por três anos, até que a árvore tenha sustentação. O efeito prático disso pode ser muito maior.

Incentivos de ICMS.  Como seria esse benefício, sem prejudicar o caixa municipal?

Raul: É um orçamento novo. Aquela empresa já está produzindo ICMS, certo. Ai ela vai construir 1.000 metros quadrados. E vai gerar com esses 1.000 metros quadrados algum dividendo. Dessa geração de dividendos você vai retirar uma parcela. 

Está gerando, estou abrindo mão do acréscimo e por um período. A partir daquele período, esse dinheiro vai estar retornando pra cidade.

Funcionalismo. Há resistência à sua candidatura. O que dizer para esse público?

Raul:   É importante que o funcionalismo público reconheça que quando você faz as PPPs, são em coisas que não vão interferir em nenhum momento na atividade que ele está produzindo hoje. Pelo contrário.

A partir do momento que estou deixando esta despesa um pouco mais longe da folha de pagamento, eu tenho condição de aumentar a receita e a Prefeitura sair do limite prudencial. Ao fazer isso eu tenho condição de dar os aumentos que eles têm por direito nos últimos anos e a Prefeitura acabou não conseguindo fazer a reposição salarial.

Então é importante que eles entendam que não é pra inchar mais este quadro. O quadro que está ali tem de ser compatível com a execução do serviço. A partir do momento que você começa a colocar outros serviços dentro do processo, você pode atingir o limite prudencial com mais rapidez e você não conseguir dar o aumento devido ao funcionalismo…

Como você encara o desgaste com o vice, com viagem e citação no caso Cohab e você se contrapor a inexperiência da adversária?

Raul: O meu vice foi escolhido pela folha de serviços prestados nos últimos anos. Ele tem uma folha de serviços importante na cidade, foi um dos vereadores aqui mais votados nas últimas duas legislaturas. Foi candidato a deputado, teve uma votação expressiva e ficou de suplente.

Então foi nessa linha que foi escolhido. O que aconteceu é que estão tentando unir ele ao escândalo milionário do desvio do dinheiro da Cohab. Que é uma coisa a parte. Que quem fez isso foi o Gasparini que até agora não esclareceu direito. Se ele fez isso sozinho, ou se ele fez isso com um esquema maior de desvio.

O que acho é que o que aconteceu de ir através de passagens, como ele fez com o deputado dele do partido, o Ricardo Izar, ou com o dinheiro, com a passagem disponibilizada pelo governo, da onde saiu a fonte, ele acabou não se preocupando com esse fato. Fica aqui um adendo à Prefeitura. Deveria estar previsto em lei a possibilidade dela chamar os vereadores que pudessem colaborar com o município em busca das suas articulações dentro de vários ministérios…

Da candidata, vou preferir que ela mostre isso durante os debates, pra ver se ela tem carga de conteúdo ou conhecimento pra poder realmente assumir.

2 comentários em “IGUAIS, com DIFERENÇAS. Áudio completo com Suéllen e Raul”

  1. Crucial para me definir. Acho que passei da idade de aventuras. Vi consistência na fala do Dr Raul e possibilidade de execução naquilo que diz. Acho que é o melhor. A Candidata Suelen manteve-se na generalidade com um discurso que se amolada em qualquer lugar.

  2. Minha pergunta pra candidata é:
    Por que Bauru?
    Ela é de Birigüi, a família mora lá (o pai foi candidato a vereador), não a vi trabalhando em nada esses últimos anos, além da TV, da qual saiu pra se candidatar ao cargo de deputada. Alguém sabe a resposta?
    E concordo com o comentário acima, respostas genéricas e frases prontas. Não me convenceu.

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