Minha Casa Minha Vida impulsiona mercado em Bauru e venda de imóveis cresce 20% no primeiro semestre

Mercado movimentou R$ 218,8 milhões no período, segundo o Secovi-SP, com quase dois terços das vendas concentrados em casas

O mercado imobiliário de Bauru acelerou o ritmo de vendas no primeiro semestre de 2026, sobretudo em razão do programa federal de habitação Minha Casa Minha Vida (MCMV), mesmo diante de um cenário de juros menos favorável do que o projetado no início do ano. A comercialização de imóveis cresceu 20% entre janeiro e junho, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário, elaborada pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis de São Paulo (Secovi-SP) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.
Ao todo, foram vendidas 814 unidades nos primeiros seis meses do ano, ante 679 no mesmo período de 2025. A movimentação financeira também aumentou, passando de R$ 197,4 milhões para R$ 218,8 milhões.
O resultado foi alcançado apesar da trajetória da taxa básica de juros, a Selic, ter se mostrado menos favorável do que o inicialmente previsto. No começo do ano, a expectativa era de que chegasse a 12,25% ao final de 2026. Atualmente, a projeção é de 13,25%.
Para Bruno Pegorin Netto, diretor regional do Secovi-SP em Bauru, o desempenho mostra que a demanda por imóveis permaneceu ativa, especialmente entre as famílias atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV). “O programa habitacional sofre menos influência da Selic, pois oferece condições de financiamento subsidiadas, o que ajudou a sustentar o crescimento das vendas. Para o consumidor, antecipar a compra também pode ser uma forma de se proteger dos efeitos da inflação sobre os preços, inclusive dos imóveis, aproveitando as condições e as unidades disponíveis hoje”, afirma.

Mesmo com juros altos, Bauru vende 20% mais imóveis no primeiro semestre, aponta diretor do Secovi, Bruno Pegorin
MCMV impulsiona vendas
e reduz estoques

 

Das 814 unidades comercializadas no primeiro semestre, 518 eram imóveis horizontais, o equivalente a quase dois terços das vendas. E aqueles enquadrados no MCMV foram o principal destaque do período.
A participação das casas reforça uma tendência já observada nos últimos anos de preferência dos bauruenses por moradias térreas.

A ampliação das faixas de renda e do valor máximo dos imóveis atendidos pelo programa também aumentou o público potencial e favoreceu a comercialização de unidades que já estavam disponíveis.
Outro fator apontado pelo Secovi-SP foi a reformulação do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que contribuiu para recompor a oferta de crédito habitacional destinada à classe média. A escassez de recursos vinha dificultando a contratação de financiamentos e restringindo parte das vendas.
Enquanto as comercializações avançaram, o volume de lançamentos recuou. Entre janeiro e junho de 2026, foram lançadas 133 unidades, com Valor Geral de Lançamentos (VGL) de R$ 58,1 milhões. No primeiro semestre de 2025, haviam sido lançadas 818 unidades, totalizando R$ 140,1 milhões. A combinação de vendas maiores e menor volume de lançamentos contribuiu, portanto, para a redução dos estoques disponíveis no mercado local.
“No final do ano, poderemos ter aumento nos preços dos imóveis. Sem eventos como a Copa do Mundo e com cenário eleitoral definido, além de uma eventual queda da Selic, a demanda pode ser estimulada. Ao mesmo tempo, a redução dos lançamentos na cidade e o consumo dos estoques diminuem a oferta disponível, criando um ambiente que pode favorecer essa valorização”, avalia o diretor regional do Secovi-SP.
Preços e perfil dos imóveis
Os dados do segundo trimestre também mostram diferenças nos preços médios conforme o tipo de imóvel. No segmento vertical, o tíquete médio foi de R$ 406.770, enquanto entre as unidades enquadradas no MCMV ficou em R$ 270.198. No mercado horizontal, o tíquete médio foi de R$ 461.913, caindo para R$ 334.967 entre os imóveis do programa habitacional.
Divulgada nesta quinta-feira (22), a pesquisa marca o início de uma parceria entre Secovi-SP e Sinduscon-SP para a divulgação conjunta de indicadores do mercado imobiliário de 42 municípios do Interior paulista e da Baixada Santista, reunindo informações sobre os segmentos de apartamentos e casas.

Outro apontamento de Pegorin é sobre a motivação na baixa renda para ampliar a moradia após a compra. “A realidade mostra que boa parte dessas famílias quitam o imóvel antes dos 30 anos de contrato e se esforçam para ampliar, construir algo no local”. Ele ainda lembra que as residências horizontais atraem mais o público dessa faixa pela ausência de custos adicionais que pesam na despesa familiar – como o pagamento de cobdomínios.

Sobre a Diretoria Regional Secovi-SP em Bauru
A Diretoria Regional Secovi-SP em Bauru representa empresas do setor imobiliário em 40 cidades do Centro-Oeste paulista, atuando como elo estratégico entre a iniciativa privada e o poder público.

Entre suas principais iniciativas está o Encontro do Mercado Imobiliário, realizado anualmente. Por meio de seus diretores, atua nas áreas de administração imobiliária e condomínios, assuntos legislativos, estatística e empreendedorismo, estratégias de mercado, gestão patrimonial e locação, incorporação, inovação, intermediação imobiliária, relações institucionais e urbanismo.

Site: https://secovi.com.br/regional-bauru/ Instagram: @secovisp.regionais

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