COLUNA CANDEEIRO 25092020 NELSON ITABERÁ

N. 149 Rodrigo e Gazzetta não cumpriram plano de água; agora é atualizar e mãos à obra!

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N.149 RODRIGO E GAZZETTA NÃO CUMPRIRAM PLANO DE ÁGUA. AGORA É ATUALIZAR O TAL PDA E MÃOS À OBRA!

 

PLANO DE ÁGUA

Sejamos muito, muito objetivos. Sem receio de melindres! O Plano Diretor de Águas (PDA) contratado em 2013 e entregue em 2014 é como uma ‘ressonância magnética” sobre o sistema. Um raio X. Falta item? Ok! Mas o fato concreto é que as gestões de Rodrigo Agostinho e Clodoaldo Gazzetta não cumpriram as etapas! Agora é atualizar, e rápido, sem desculpas e tergiversações, e por em execução as etapas, com os ajustes necessários.

A seguir, vamos, sim, tocar no assunto.. ! E vamos dar exemplos (em quadros) da radiografia do PDA apresentada pelo DAE, ao longo das próximas tiras.

REVISÃO 

O estudo passou, em resumo, por 3 anos de Rodrigo e 4 da gestão Gazzetta. O que eles tinham obrigação de fazer é cumprir o que foi pago (caro, a R$ 1,3 milhão). Outro ponto: a revisão é a cada 5 anos. Ou seja, lá por 2018, Gazzetta tinha de ter atualizado. Não só não fez isso como, tardiamente, fez o PDA virar lei somente em 2019. Já defasado!

FALHAMOS

Todos falhamos. Moradores, sindicatos, entidades, representações populares, Conselho Municipal de Água (que é um fantasma faz anos na cidade), imprensa, Promotoria, Legislativo, Executivo, Conselhos… ! Afinal, o PDA foi aprovado como lei só em 2019 (sem atualização) e engolimos! Vamos mudar esse disco! Desce todo mundo do pedestal e passemos a defender a atualização do plano (pelo próprio DAE, por obrigação) e sua aplicação imediata. Já!

OLHAR ATENTO

Os setores de Planejamento e Produção do DAE têm obrigação de apresentar a atualização do PDA. Não recebam como “puxão de orelha”. Na boa” É por motivos óbvios. Constatação. A maior parte da equipe de técnicos concursados que está na autarquia, com poucas mudanças, é a mesma que acompanha o Plano desde 2014. Portanto, está nas mãos deles (e tem de estar na ponta da língua, caneta), a atualização. Sem desculpas!

Vamos mudar essa roda!

Fluxo de caixa etapa a etapa, ano a ano, para a implantação do Plano de Água

NÃO É MIRAGEM..

E mais: se fossemos servidores do DAE, juntaríamos as lideranças internas e a turma que segura o rojão, da base. A rádio Peão tem de funcionar para por o trem na linha. Para que todos compreendam que é oportunidade singular para agirem no sentido de que mostrar que dominam o assunto e que podem fazer a diferença!

Desculpem o pragmatismo: mas ou fazem isso, ou com a estiagem em curso, vão enfrentar a concessão. (Não é juízo de valor, fique claro. É apontamento ÓBVIO do que está posto).

DEPOIMENTO

Voltemos ao factual. O primeiro depoimento à CEI da Água, do presidente Marcos Saraiva, identifica (em slides) exatamente o que pensa a direção do DAE sobre o PDA. Traz (nem poderia ser diferente) todos os itens que não foram cumpridos nos últimos 7 anos e as naturais modificações (um poço de contrapartida de demanda de mercado aqui, um reservatório ali, uma adutora adicional acolá…) nesse período (a maioria fruto da dinâmica do setor imobiliário.

PEDINTE

Outra coisa. Não conheço um empresário bem intencionado que não reclame (com razão) que o DAE é o maior pedinte do governo! Muito do que saiu até agora em matéria de abastecimento é como contrapartida. Dinheiro privado!

A cidade deve ter regulação para equilibrar mitigações e investimentos privados de porte? Deve! Mas manter esse balcão carunchado (antigo) baseado em RESOLUÇÃO (e não em lei), não é sério! Vamos enfrentar também isso? E, reforçamos, segue a apresentação completa atualizada do PDA.

…. E o o que saiu?

Dá pra sintetizar que não trocaram nada de hidrômetro sequer desde 2014 (exceto a experiência piloto no Gasparini). Só saiu um setor de interligação do Bela Vista… Não realizaram a reforma química de vários poços, não construíram vários reservatórios, não contrataram projetos essenciais, nem finalizaram outras ações. Está tudo no plano. Fizeram pouco. Agora que a instituição chamAda DAE: faça! Quer ver o arquivo completo? Está aqui: Apresentação CEI Plano Diretor de Água 2021

MODIFICAÇÕES

O PDA contempla adequações em tecnologia, inserção de definições em eficiência energética (que NÃO TEM, como bem comentou o relator da CEI, vereador Guilherme Berriel), atualização pela inércia, ou pela ação do mercado, ou da necessidade – que implantou inúmeros empreendimentos a partir de 2015 (só de Minha Casa Minha Vida são milhares de moradias e etc….). Mas o fato é que o DAE, repetimos, tem obrigação de apontar (com seu corpo técnico a atualização). Aliás, ele têm ela em mãos!

Ah, mas falta um item especializado aqui ou acolá. Ok! Que se contrate esses elementos (específicos). Mãos à obra minha gente! Vamos parar de esticar, omissão, conversa e vaidades!

Sem melindre! Não se trata de retórica de “puxão de orelha” em ninguém! Vamos chacoalhar, pelo menos esta história! Vamos resolver?

PREMISSAS

Algumas questões estão postas, desde 2014. Isso pra quem exerce o papel de cidadão, participou, agiu… e acompanha a cidade desde antes… Não é trem! Não é subir na estação que interessa! Sigamos! Vamos a ALGUNS pontos óbvios:

. a crise no abastecimento não se resolve neste ano. O PDA aponta cronograma de cada uma das etapas a serem cumpridas no TEMPO!. Se atualizar, trazemos para o “hoje”! Partindo dele, algumas premissas também não desaparecem… Esquece! Nem que perfure 5 poços em 3 meses:  vai faltar água se não chover no sistema Batalha. E também em alguns outros bairros. Por várias razões.

. a implantação do PDA é sistêmica, com vínculos entre si: gestão, governança, ações estruturais, operacionais, recuperação de perdas de faturamento (troca de hidrômetros). Tudo tem sequência, com simultaneidade, conforme as etapas de execução previstas… e?:

. continuidade: o PDA é  política de “estado” e não de gestão! Tem de ser seguido e pronto! A troca de hidrômetros tem de ser feita, com as dosagens e prioridades necessárias, à medida de cada uma das etapas de obras… e:?

.  não há como resolver o desabastecimento sem atacar, no tempo técnico correto e como previsto no Plano, setorização, controle de pressão de rede (o que inclui telemetria, atualização tecnológica… etc. etc…), instalações apresentadas (reservatórios, poços, adutoras, sistemas…).

vamos resumir (espremer)? Mesmo atualizado à realidade atual (conforme o PDA), com perdas de 47,8% (boa parte física e uma parte de faturamento) é a história de jogar mais água no balde furado. Não tem como parar bomba das 18h ás 21 h (horário de pico, onde a energia é mais cara) e não adianta só furar poço novo. “O problema em Bauru não é de produção de água. As perdas somam quase à metade”. (palavras do atual presidente do DAE e de alguns dos anteriores. como Eliseu Areco, André Andreoli, Eric Fabris…).

….

NOVAS REGRAS COVID

Desculpem o “alongado”….  Outros assuntos agora:

Bauru segue o Plano SP até dia 23 de maio, Em resumo, seguem as mesmas regras, com exceção do horário limite de funcionamento de estabelecimentos comerciais e de serviços (que ganham uma 1h/dia – e podem ir até às 21h) e da capacidade de lotação (que sai de 25% parta 30%). Vale isso até para atividade religiosa (capacidade).

VIDEOMONITORAMENTO

A Prefeitura fez mais uma reunião para que a centralização de monitoramento vá para o Copom. Mas ainda faltam ajustes. E as câmeras? Depois de anos de atraso, só quatro continuam instaladas até aqui (de um total de 10 contratadas)….

AULAS PRESENCIAIS

Conforme a Secretaria da Educação, as aulas presenciais serão retomadas a partir de segunda-feira, com ocupação máxima de 25% de alunos por sala na rede municipal.

MANOEL DE ABREU

A prefeita Suéllen Rosim, o secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, e diretores da pasta estiveram com a diretora regional de Saúde (DRS-6), Doroti Conceição, visitando as obras (em andamento) de reforma do Hospital Manoel de Abreu. Durante a visita, a Prefeitura reiterou a solicitação de ocupar uma área do local para levar para lá o Centro de Referência de Moléstias Infecciosas (CRMI). O pedido está sendo avaliado pelo Estado.

2 comentários em “N. 149 Rodrigo e Gazzetta não cumpriram plano de água; agora é atualizar e mãos à obra!”

  1. Parece que faltou muitos detalhes e ninguém se preocupou com esses detalhes como, qual volume de água produzido pelo ETA e pelos poços, a extensão da rede de distribuição de água e esgoto, quantas unidades consumidores estão ligado a essas redes, quanto que é efetivamente medido, seja de água e esgoto, o que é efetivamente faturado, seja de água e esgoto, e principalmente, sua evolução ao longo do tempo, por exemplo, desde a elaboração do PDA até o dia da apresentação no CEI… não acho que o principal problema seja na produção em si (exceto na ETA por causa da destruição das nascentes e pelo assoreamento do Rio Batalha e consequentemente na lagoa de captação), e sim, o que ocorre após isso (seja do ETA ou poços), já que a taxa da perda com faturamento e na distribuição estão próximos e essas perdas não são complementares um relação a outro…

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