COLUNA CANDEEIRO 25092020 NELSON ITABERÁ

N. 70 Natal vermelho liberado, Suéllen e Doria e projeto República

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N. 70 NATAL LIBERADO, ATO PELO HC,  SUÉLLEN-DORIA E PROJETO REPÚBLICA

 

ATO PELO HC

O final da manhã da quarta-feira (23/12) reuniu representantes de diferentes setores da sociedade civil, além de agentes políticos do Executivo e Legislativo para o ato pela abertura definitiva do Hospital das Clínicas (HC), realizado no Parque Vitória Régia.

 

O secretário de Saúde, Sérgio Antonio, representou o prefeito Gazzetta na manifestação. Em seguida, passou toda a tarde discutindo com o Comitê Covid do Município o decreto estadual. Mas, pela primeira vez desde o início da pandemia, o prefeito Gazzetta decidiu NÃO SEGUIR O GOVERNADOR. O prefeito liberou o funcionamento das atividades no Natal na cidade. O governo Doria autoriza apenas o funcionamento de atividades essenciais nos dias 25, 26 e 27. A medida também vale para os primeiros dias do ano novo, mas neste período quem decide como fica aqui é Suéllen (que já estará no comando da Prefeitura).

Em nota distribuída no final da tarde desta quarta, a administração justifica que o prefeito havia declarado que seguiria as restrições definidas pelo governo do Estado. Mas mudou de ideia:

LIBEROU GERAL

“Bauru não seguirá a fase vermelha proposta pelo Governo do Estado de São Paulo para o feriado de natal, no qual só poderiam funcionar os serviços essenciais nos dias 25, 26 e 27 de dezembro.

Inicialmente o Comitê Gestor de Enfrentamento a Covid-19, conforme reunião da última terça-feira (22), iria seguir as determinações do estado. Mas após novas reuniões e reavaliações na tarde desta quarta-feira (23), com base em dados epidemiológicos atualizados do município, a Secretaria Municipal de Saúde entende que não há a necessidade de retrocesso do município para a fase vermelha, posto que os dados epidemiológicos não estão alarmantes neste momento”, traz a nota da Prefeitura.

ESQUEÇA O QUE EU DISSE…

Nosso pitaco: a questão não é mais a decisão em si tomada pelo governo Gazzetta. Se a discussão fosse técnica (baseada em tudo o que o governo disse até aqui), o sentido de fechar, ou não, estaria ligado ao mantra utilizado desde 20 de março de 2020: “fechar para impedir o estouro da boiada”…. (desculpem o trocadilho!)…

Bom! Está liberado! Vamos aos bastidores:

ESPECIALISTAS

Especialistas da epidemiologia, de fato, não engoliam a decisão do Estado de fechar todas as atividades (menos as essenciais) deixando de fora o dia 24/12 (quando o potencial de aglomeração no comércio em todas as cidades é muito maior), por exemplo.

Dia 25/12 (proibição inicial) também não teria sentido técnico fechar, porque ‘tudo’ já está fechado no dia de Natal. Mas… Como este é o “último decreto” de Gazzetta, a saída política é mais uma trombada (tecnicamente falando) em seu próprio discurso. Afinal, desde o início da pandemia, não foram poucas as falas (e falas) comentando sobre critérios científicos, de saúde e blá blá blá…

Aqui, ressalva nossa, não estamos discutindo mais pandemia e fatores sanitários ou epidemiológicos… Pra que? (sic!)….

Ah…: alguém explica a manjada justificativa dada pelo prefeito de que (no Plano SP) é proibido (sic) tomar decisão mais branda do que o definido pelo Estado? Eita!…

ATO E TRILHA MUSICAL

O ato consolidou a mobilização junto ao governo do Estado para que o HC funcione de forma plena, sem interrupções após o fim do atendimento Covid, como prometeu o governador Doria em Bauru recentemente. Os 172 leitos do HC, entretanto, dependem de reforma para dispositivos do Predião (como telhado e infiltrações).

O ato foi encerrado com os participantes caminhando do Vitória Régia até próximo do Predião. Foi o primeiro ato público de Suéllen depois da vitória nas urnas. Ao microfone, aproveitou para fazer discurso na linha da “aproximação” com os diferentes segmentos sociais.

A trilha sonora final chamou a atenção. Como o ato era público, multisetorial, integrantes de origem mais conservadora, da direita, liberais, entre outros, ouviram no “desfecho” da manifestação Geraldo Vandré (“Pra não dizer que não falei das flores”)…

PROJETO REPÚBLICA 

Na caminhada até o Predião, no Vitória Régia, Suéllen Rosim foi abordada por um morador de rua. O rosto inchado, vestes em mau estado, fala travada, o homem de uns 40 anos pediu comida para a prefeita. E apontou o meio da praça, onde estavam outras 5 pessoas, provavelmente de seu grupo.

Suéllen justificou que estava sem carteira em mãos e seguiu. Ao comentar a abordagem, disse que vai criar projeto para moradores de rua. “Temos um projeto legal para esse pessoal, projeto República, para acolhimento de moradores de rua”, disse.

AGENDA COM DORIA

Em seus discurso no ato, a prefeita eleita disse que tem agenda com o governador João Doria no dia 8 de janeiro, em São Paulo. Ela disse que a abertura definitiva do HC, como hospital de formação para o curso de medicina, será prioridade no encontro. Mas vai aproveitar para elencar as reivindicações de seu governo.

O E-MAIL DO DAE

Entre os nomes do secretariado de Suéllen, anunciado ontem, ainda se alimentam curiosidades. Quem indicou esse? Quem fez a ponte para a escolha daquela? Como publicamos, no CONTRAPONTO, várias indicações vieram da aproximação natural de Suéllen com seu vínculo religioso, do meio evangélico. Mas ela disse que ouviu “o quanto foi possível, em espaço curto de tempo, mas manteve o perfil técnico das indicações”.

Entre as novidades da lista, Suéllen contou que a escolha da química Flávia Souza para comandar o DAE teve início por iniciativa da própria escolhida. Conforme a prefeita, Flávia enviou email para ela, posicionando seu currículo, contando que já atuou no DAE e sua formação e dizendo que tinha muita vontade de presidir a autarquia.

Suéllen disse que gostou do currículo e chamou Flávia para uma conversa. Gostou da conversa e a chamou.

VAGAS TAMPÃO

Por falar em nomes, diante da informação de que Orlando Costa Dias pode não ter disponibilidade para permanecer na Saúde, o mesmo, a priori, podendo ocorrer com Gustavo Bucalho (advogado com atuação em Ribeirão Preto), surgem naturais apontamentos, aqui e acolá.

O conselheiro da OAB, Ailton Gimenes, por exemplo, fez questão de ligar para a redação do CONTRAPONTO para sugerir que “em benefício da gestão e da citação de nomeação tampão para o Jurídico, a prefeita eleita poderia ver com assertividade o aproveitamento de Garmes (Toninho) como secretário e de Alcimar (Mondillo) na Procuradoria Geral”. Para o conselheiro, são nomes “bem adaptados à gestão pública e respeitados”.

Está feito o registro Ailton! Obrigado pelo contato…

LEI E PRÁTICA 

Circulou entre integrantes de igrejas, católicas e evangélicas, que a aprovação da lei municipal (anteontem) classificando a atividade religiosa como essencial poderia “liberar” o funcionamento mesmo em casos de pandemia. E não é assim!

Na verdade, a lei determina que, em razão da classificação como essencial a atividade religiosa, medidas que restrinjam o funcionamento terão de ser decretadas de forma fundamentada. É o que já ocorre em casos como pandemia, onde os fatores epidemiológicos e de risco à saúde coletiva são apreciados por um comitê para as classificações regras.

Ou seja, decreto de pandemia continua valendo para igrejas, assim como todos os demais setores, bastando justificar! Mas, se o problema era abrir no Natal, o prefeito decidiu não seguir o governador, como informado acima. A citação sobre a aplicação da lei, então, vale para o futuro…

 

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