Quanto há de água subterrânea para perfurar novos poços e consumir? Estudo com universidades vai atualizar e monitorar por 5 anos

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Universidades coordenadas pela USP vão atualizar estudo de água disponível no subsolo de Bauru e condições de exploração por cinco anos

Quanto há de água no subsolo de Bauru? Como está o comportamento das reservas subterrâneas e como a exploração de consumo atual na cidade impacta na disponibilidade deste “insumo essencial à vida hoje e para o futuro? O Departamento de Água e Esgoto (DAE) anunciou, hoje, a assinatura de contrato de projeto para estudo pioneiro de águas subterrâneas envolvendo cerca de 42 profissionais de universidades nacionais e internacionais, instituições de pesquisa do governo do Estado de São Paulo, da Prefeitura de Bauru e do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

A assinatura será na próxima terça-feira (5/4), com apresentação do projeto às 14h, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), localizado na rua Virgílio Malta, 11-22, Centro, informa o DAE. O anúncio contará com a presença da prefeita Suéllen Rosim, do presidente do DAE, Marcos Saraiva, da diretora do Núcleo de Geociências do Instituto de Pesquisas Ambientais, Luciana Martin Rodrigues Ferreira, e do professor doutor Ricardo Hirata, pesquisador responsável pelo projeto.

Conforme o presidente do DAE, Marcos Saraiva, o estudo e monitoramento envolve uma “equipe enorme para a execução e andamento do projeto, com a presença desde técnicos da Cetesb a integrantes das 3 universidades estaduais paulistas, além de pesquisadores ligados a países como o Japão e Canadá. A USP é quem coordena tudo isso”.

E por que Bauru? Segundo Saraiva, além de estar localizada no Centro do Estado de São Paulo, “sobre o aquífero” que desperta a atenção do mundo, “Bauru tem população consumidora de quase 400 mil habitantes e com parte do fornecimento (cerca de 35%) pela visa superficial (rio Batalha e afluentes) e os restantes 65% através de 37 poços profundos (serão 39 até o final deste ano). Este cenário permite aos técnicos estudar, atualizar e monitorar nas duas frentes, com comparativos em todos os níveis. É um estudo de excelência, de pesquisa universitária e que dará para Bauru informações qualificadas para a gestão da água”, comenta.

O ESTUDO

Conforme o DAE, o “Projeto SACRE”, Projeto Soluções Integradas de Água para Cidades Resilientes, é o maior na área de pesquisa em águas subterrâneas do Estado de São Paulo e conta com financiamento da FAPESP e apoio das universidades brasileiras (USP, Unicamp, Unesp, Unifesp), canadense (Waterloo) e japonesas (Hiroshima e Okayama), e as instituições de pesquisa do governo do Estado de São Paulo (IPA, IPT, Cetesb, SIMA).

A verba para a pesquisa que terá a duração de cinco anos, pode ultrapassar R$ 8 milhões entre investimentos diretos e bolsas de estudos que viabilizarão o projeto, sem custos para a Prefeitura de Bauru e DAE, além da disponibilidade de toda a infraestrutura laboratorial e de serviços das universidades parceiras.

Com o uso de tecnologia inovadora e de baixo custo, os dados técnicos coletados servirão para estudar a disponibilidade hídrica da bacia do Batalha e dos aquíferos Bauru e Guarani. Os profissionais envolvidos oferecerão ao Departamento as melhores alternativas de aumento da oferta da água, arranjos de fontes e de tratamento de águas superficiais e subterrâneas, a partir de uma análise hidrogeológica e socioeconômica, informa o DAE.

Dentre as propostas do SACRE estão:

 – criar um sistema inédito de abastecimento de água para a cidade, ao incorporar ao abastecimento público, o uso de água superficial-subterrânea com poços às margens de rios e drenagens;

 – perfurar um poço de produção e poços de monitoramento para criar um sistema inédito de abastecimento de água para a cidade;

 – criar um sistema de gerenciamento do uso de todos os recursos hídricos e também o primeiro sistema de recarga gerenciada de aquífero no país;

 – estudo hidrológico da bacia do Batalha para identificar soluções que aumentem a disponibilidade de água através do manancial;

 – avaliar o potencial de água do Sistema Aquífero Guarani através de uma modelação numérica inédita em que o DAE poderá otimizar a localização dos poços em seu território para reduzir as interferências entre poços e diminuir os gastos financeiros de bombeamento, aumentando a longevidade do recurso.

1 comentário em “Quanto há de água subterrânea para perfurar novos poços e consumir? Estudo com universidades vai atualizar e monitorar por 5 anos”

  1. Muito interessante. Estamos na hora de direcionar o uso racional da água. Só assim vamos garantir este bem precioso para novas gerações. O uso irracional é muito grande. Nossa rede de distribuição perde 40 % por casamentos. Não é crítica ao DAE mas sim uma circunstância pelo envelhecimento da rede.
    Também temos as irrigações de culturas perenes e o excesso de árvores com raizes pi votantes, eucaliptos, em mais de 500 mil hectares na nossa região
    Isto muda o perfil das reservas hídricas

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