Ferro velho: Operação das Polícias com Prefeitura mira 10 e confirma 9 clandestinos

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Nem precisou ‘tocaia’, ‘campana’. A existência de comércios ilegais de ferro velho na cidade está tão disseminada que o dado principal da Operação conjunta entre as Polícias Civil e Militar e vários setores da Prefeitura de Bauru confirmaram: a clandestinidade rola solta no comércio de sucatas e todo tipo de material na cidade.

Evidentemente, um convite escancarado, a céu aberto, para a possibilidade de receptação de todo tipo de ‘material’, sobretudo os rentáveis cobre, fios e chapas de ferro (das bocas de lobo) que rendem prejuízos sequenciais, há meses, contra instalações do DAE Bauru. Quem são os autores? Qual o caminho percorrido por estes materiais? Estas respostas ainda não são conhecidas.

A amostragem da fiscalização conjunta desta terça e quarta-feira confirmou o que se tinha notícia: das 05 equipes multidisciplinares que percorreram 10 barracões de venda de ferragens e materiais de sucata e outros, em diferentes regiões, nos dois dias, 9  dos locais estão clandestinos! Outra informação importante: em três locais, apuramos que a Polícia identificou indícios de crime de receptação.

Mas, a administração municipal informa, em nota oficial, que os estabelecimentos não foram fechados. O governo diz que fez as autuações, com prazo de 30 dias para regularização. Detalhe: vários desses locais são “velhos” conhecidos da clandestinidade e reincidentes!

Assim, o CONTRAPONTO fez contato com o governo para pedir informações complementares essenciais:

  • se 9 dos 10 estabelecimentos de ferro velho estavam funcionando de forma irregulares, por que não foram fechados? foram aplicadas multas?
  • se a amostragem identifica elevada incidência de irregularidade neste tipo de comércio, como governo e polícia vão atuar para que as dezenas de outros pontos existentes sejam vistoriados?

Estas duas questões básicas integram os principais pontos do questionamento do vereador Júnior Rodrigues que, há meses, ainda neste ano, visitou locais e alertou para a existência de comércio clandestino na cidade, possível foco de desova de produtos de furto contra instalações do DAE.

Em mais de um pronunciamento na tribuna do Legislativo, o parlamentar afirmou que conversou com comerciantes que atuam “dentro da lei” e eles citaram a existência de um mercado paralelo 24 horas para facilitar o “escoamento” dos produtos de furto.

Como se sabe, a população ficou, reiteradas vezes, sem abastecimento de água por ser vítima de furtos em poços profundos. Fio, cobre, transformador. Os autores (desconhecidos até hoje) levaram o que tinha valor comercial.

A assessoria de imprensa informou que os relatórios com as informações complementares, como a identificação ou não de materiais com origem nos furtos em apuração, laudos sobre as condições sanitárias dos locais visitados e irregularidades no funcionamento, serão apresentadas nesta quarta-feira pelos fiscais da Semma e Saúde.

FISCALIZAÇÃO

Conforme a nota enviada pela Prefeitura, através da Secretaria de Planejamento (Seplan), com apoio das Secretarias de Saúde e Meio Ambiente, participaram da operação de fiscalização de estabelecimentos de comércio e armazenamento de ferro velho em Bauru, na manhã desta terça-feira (24), equipes com integrantes dessas áreas, juntamente com Polícia Militar (PM), Polícia Civil, a CPFL e DAE.

O objetivo, conforme o governo, foi ampliar a fiscalização “para coibir roubos e furtos de cabos de energia elétrica, tampa de aço da rede de esgoto, entre outros materiais, bem como a prática de receptação de materiais provenientes de práticas criminosas. Apenas um apresentou o licenciamento de funcionamento. Os outros quatro estabelecimentos foram notificados. Os proprietários foram ainda orientados sobre a necessidade de regularização”.

1 comentário em “Ferro velho: Operação das Polícias com Prefeitura mira 10 e confirma 9 clandestinos”

  1. Ruy Barbosa Da Silva

    A existência de cobre na natureza é de proporção diminuta e de difícil e cara extração por isso seu valor é alto então como um simples estabelecimento pode comercializar um volume grande desse metal valioso sem que Bauru tenha fábricas que utilizem o cobre. .

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