TJ mantém condenação de curandeiro que enganou idoso

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A 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve condenação de homem por estelionato praticado contra idoso. Pelo crime, ele foi condenado a prestação de serviços à comunidade por um ano e dois meses e prestação pecuniária no valor de 10 dias-multa.
De acordo com os autos, o réu e outro indivíduo não identificado abordaram idoso que se dirigia a hospital em Indaiatuba, afirmando que a vítima necessitava de um benzimento especial, feito com dinheiro, para se curar de suposta doença que o mataria. O idoso, então, sacou R$ 5 mil e deu seu cartão de crédito, como parte do ritual de “tratamento” da falsa doença.

O réu foi preso em flagrante pela prática de outro de crime de estelionato, com modus operandi idêntico de abordar idosos na imediação de hospital, e foi reconhecido pela vítima.
“A jurisprudência já firmou o entendimento de que não se deve menoscabar as informações que prestam as vítimas e testemunhas dos crimes patrimoniais – inclusive quando se trata de membros das corporações de segurança -, mormente quando não se verifica a presença de motivo indicativo de propensão a mentir em desfavor do agente”, escreveu o desembargador Otavio Rocha, relator da apelação, em seu voto.

“Sendo, pois, idônea a prova produzida em sede policial e em juízo, é incabível o acolhimento da tese da insuficiência probatória, até porque não trouxe a defesa do acusado contraprova capaz de depreciar o conteúdo dos elementos de convicção que o incriminam.”
O julgamento, de votação unânime, teve a participação dos desembargadores Reinaldo Cintra e Fernando Simão.

Apelação nº 0000735-80.2014.8.26.0248

1 comentário em “TJ mantém condenação de curandeiro que enganou idoso”

  1. José Zonta Júnior

    abusar da fragilidade alheia,tirando vantagem econômica de alguém desesperado e confuso merece punição muito mais severa.No novo código civil foi criada a figura do estado de perigo, quando alguém premido pela necessidade de salvar-se, ou salvar pessoa da sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.Isto é mais comum do que se possa imaginar. Pessoas saindo de velórios, hospitais e congêneres são presas fáceis nas mãos de trapaceiros desalmados.Acertaram os julgadores

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