Troca de medidores gera aumento de receita de até 22,5% ao DAE

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Presidente Marcos Saraiva diz que DAE consegue trocar 10 mil hidrômetros por ano, mas para acelerar ação depende de contratação 

A troca de hidrômetros velhos (com bem mais de cinco anos de uso) por novos medidores resultou para o Departamento de Água e Esgoto (DAE) aumento no volume de água faturado em até  22,5%. A informação foi obtida pelo CONTRAPONTO através de dados colhidos através da Lei de Acesso a Informação.

O levantamento apurado pela redação confirma a previsão de que a receita da autarquia terá aumento significativo apenas a partir da troca de medidores obsoletos. Em todas as cidades onde a substituição foi realizada ocorreu aumento no total de metros cúbicos de água registrado, com variações que vão de 15% a até 25%. Em Bauru, somente nos seis primeiros meses deste ano, o DAE já instalou novos equipamentos (por ele adquiridos) em 4.593 endereços residenciais. E, conforme o setor técnico, a média de consumo medida subiu 22,5%. “O número de hidrômetros substituídos no período de janeiro a junho de 2022 é de 4.593 aparelhos; a média de consumo entre junho a agosto de 2021 foi de 351 m3 (nos locais que receberam novos equipamentos de micromedição); a média de consumo no mesmo período em 2022 é de 430 m3”, informou o relatório.

O presidente do DAE, Marcos Saraiva comentou, em entrevista que o acréscimo médio na receita estava em torno de 15%. O resultado, entretanto, tende a ser maior. Estudo entregue ainda em 2015 pela empresa especializada Hidrosan aponta que a recuperação de receita da autarquia depende da troca de equipamentos e do controle de perdas na rede. Os índices em Bauru são muito elevados.
O atual presidente do DAE assumi uma meta ambiciosa de trocar 35 mil equipamentos por ano. Até o mês passado, a autarquia conseguiu chegar a 5.940 aparelhos. “O DAE troca 200 equipamentos medidos por semana, ou 800 por mês. Conseguimos fazer 10 mil por ano. Mas para as próximas etapas estamos com ação em andamento para ampliar com a contratação da instalação. O justo para o consumidor é pagar pelo uso efetivo da água consumida. O DAE perde faturamento com hidrômetros velhos e reduz sua capacidade para investimentos. Estamos conseguindo realizar as ações do Plano Diretor de Água e pretendemos fechar o próximo ano com 70% das metas”, diz Saraiva.
O Plano Diretor de Águas (PDA) tem termo com cronograma assinado com o Ministério Público. O estudo que resultou no PDA, na origem, é o entregue pela Hidrosan aidna em 2015. Mas os governos anteriores não enfrentaram a atualização dos hidrômetros.
De outro lado, a prefeita Suéllen Rosim não repôs a tarifa pela inflação neste ano. A autarquia deve fechar o ano com R$ 202 milhões de arrecadação, mesmo assim.
Até aqui, a troca de hidrômetros resultou em arrecadação extra de R$ 101.740,31, até 20 de setembro, segundo o informado pelo DAE. As informações da autarquia estão desatualizadas em vários indicadores em seu site, em desacordo com a Lei de Transparência.
Mas o setor técnico prestou informações adicionais. O faturamento adicional por hidrômetro substituído, por exemplo, é de R$ 17,43. O custo médio por cada equipamento para a autarquia foi de R$ 102,46. Ou seja, o retorno do investimento é rápido, em poucos meses.

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