Fundos de Investimento – Volatilidade e Índice de Sharpe

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Olá queridos leitores, chegou a hora de entendermos os últimos conceitos introdutórios antes de finalmente entrar nas modalidades dos fundos. Então vamos conversar e entender bem o conceito de volatilidade, para assim podermos adentrar no assunto interessante de hoje que é o Sharpe.

 

Para entendermos o conceito por completo, precisamos primeiro saber que estamos falando aqui de uma relação entre os riscos e os retornos dos investimentos. Sendo esse um dos principais indicadores para analisar seu fundo, pois ele nos permite saber o quanto estamos dispostos a arriscar em nossos investimentos.

 

Volatilidade:

O conceito de volatilidade é simples e já conhecido pela maioria dos investidores. Ela nada mais é que uma forma de medir o quanto um ativo variou durante um determinado período de tempo, podendo chegar assim no risco desse investimento. A volatilidade é medida com base nos desvios de padrões diários e mensais.

 

Porém, assim como já foi explicado nos capítulos anteriores, existem diversos tipos de fundos, com rendimentos diferentes, então a volatilidade considerada aceitável é diferente para cada um deles. Quanto maior for o risco desse investimento, maior é a volatilidade aceitável. Para os fundos de ações, por exemplo, a volatilidade considerada como normal é na casa dos 25%, já para fundos atrelados ao CDI, o índice aceitável fica em 0%, já que o esperado para a métrica é de que não sofra alteração.

 

Sharpe:

Agora que já entendemos o conceito de volatilidade, podemos adentrar no assunto de maior interesse no episódio de hoje, o Índice Sharpe. Ele é um indicador de desempenho de uma carteira de Fundos de investimento, com base no histórico do investimento, ou seja, ele mostra para o investidor o quanto o gestor do fundo se preocupa em superar o desempenho de outras aplicações, e ao mesmo tempo manter um risco baixo.

 

Para saber como utilizar o índice, a melhor forma é entender como ele é calculado. A métrica usada para o cálculo se baseia na comparação entre dois ativos, um com risco e outro livre de risco. Essa fórmula nos retorna um número, quanto maior esse número maior o retorno com um risco menor.

 

A fórmula é dada  por:
Índice Sharpe = (retorno portfólio – Taxa de Risco) / desvio padrão do retorno excedente 

 

Dependendo do fundo que estamos investindo, procuramos um Sharpe diferente, para fundo de longo prazo, o índice interessante é na casa do 1,0, já para fundos de curto prazo, o número interessante é perto dos 0,6. 

 

Para finalizarmos nossa introdução, vamos agora pegar exemplos práticos de fundos e seus respectivos índices, para que possamos fixar da melhor forma possível o conteúdo.

 

Fundo de Renda Fixa

Para exemplificar, pegamos um fundo de Renda Fixa como exemplo, ele tem o CDI como benchmark, tem um Sharpe de 12 meses no valor de  -0,99, ou seja, sua taxa de risco, dada pela volatilidade, é superior ao retorno do portfólio, por isso o índice é negativo.

 

Fundo Multimercado:

Pegamos desta vez, um fundo Multimercado, ele também tem o CDI como benchmark, porém seu Sharpe de 12 meses, tem valor de 0,38, ou seja, dessa vez o retorno do portfólio já é maior que a taxa de risco, porém a diferença dos dois é maior que o desvio padrão, assim o resultado da divisão fica maior que 1,0.

 

Fundo de Ações:

Por fim temos um fundo de ações, este tem como seu benchmark o Ibovespa, e um índice Sharpe de 0,74, sendo assim, ele continua com um retorno maior que a taxa de risco, com um número muito mais próximo de 1,0, comprovando assim uma melhor relação entre o risco e o retorno.

 

Com isso chegamos ao fim de mais um episódio e também de nossa introdução aos conceitos iniciais, fique ligado, pois na semana que vem conversaremos sobre os fundos de Títulos Públicos.

 

E não se esqueça, conte sempre com a ajuda de especialistas antes de investir, estamos prontos para te atender, basta somente clicar aqui.

 

Vamos Juntos?

 

Lucas Strutz Haguiara.
Assessor de Investimentos Copaíba Invest – XP Investimentos

 

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