COLUNA CANDEEIRO 25092020 NELSON ITABERÁ

N. 311 FRATURAS: dona de Pet no Centro é espancada por vizinhos; risco de desabar muro leva Caixa a abrigar moradores do Manacás em hotel

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N. 311 DUAS FRATURAS: dona de Pet no Centro é espancada por vizinhos; risco de desabar muro leva Caixa a abrigar moradores do Manacás em hotel

 

ESPANCAMENTO

Dona de uma loja Pet no Centro de Bauru, Lucimeia Aparecida Silva está na ala de atendimento do Pronto-Socorro desde sábado. Ela aguarda vaga para cirurgia no Hospital de Base. Consegue se comunicar, mas ainda sem entender as razões do trauma. Em seu registro médico constam 4 ou cinco fraturas espalhadas pelo corpo: no nariz, punho, dedos da mão e dos pés.

A vítima conta que foi atacada por um casal de vizinhos, na Rua XV de Novembro. Levou socos, pancadas com material sólido (não sabe se madeira ou ferro). Antes, um de seus irmãos também teria sido atacado pelos vizinhos, mas não teve ferimentos considerados graves.

MOTIVAÇÕES?

Perguntada sobre a razão da pancadaria, Lucimeia, ainda sob estado da medicação e choque emocional, comentou, rapidamente, que não tem boa relação com os vizinhos. Seria por que ela recolhe cães abandonados ao fundo de sua loja? Seria por que, há poucos dias, relata, recebeu reação dos vizinhos por causa de um punhado de lixo? (Lucimeia conta que pagou trabalhadores em situação de rua para recolher o material, mas eles teriam destinado o lixo próximo da casa dos vizinhos)? Ou seria por causa do pneu furado? (Lucimeia menciona que a ocorrência foi na frente da casa dos desafetos, outro dia)?

Estas e outras possibilidades, com conexão ou não com a reação descontrolada, completamente fora da civilidade, de seus agressores, estão sob apuração da Polícia Civil. O que se sabe é que nem uma ou outra desavença, mesmo as acumuladas, justificam as agressões graves que renderam as fraturas no corpo de Lucimeia.

As informações, até aqui, são de que a autoridade policial remeteu ao Judiciário pedido de medida protetiva contra os vizinhos. Eles seriam intimados de que não podem se aproximar de todos os integrantes da família de Lucimeia.

E a cirurgia no Hospital de Base para o corpo dolorido de Lucimeia? No aguardo da liberação de vagas.

INTERDIÇÃO E HOTEL

Não é a primeira vez que a Caixa Federal falha em sua função de agente financiador e gestor de contratos e pagamentos para financiamentos de habitação com dinheiro público. O Residencial Manacás, com problemas construtivos desde sua origem e obras paralisadas em função da contratada ter quebrado (Construtora Casa Alta), já foi entregue com defeitos, em junho do ano passado.

Comparecer a solenidade de inauguração é fácil! Ouvir o Hino Nacional e posar para fotos é certo! Mas não para cumprir o papel de “cuidador” da boa aplicação do recurso público vindo, em sua maior porção, do fundo do trabalhador (FGTS) para reduzir a enorme fila de déficit habitacional para baixa renda (programa eliminado no atual governo Bolsonaro).

Não restou à Defesa Civil de Bauru outra opção a não ser interditar parte dos apartamentos, para garantir a segurança de moradores abrigados em hotéis indicados pela Caixa até que o defeito expandido no muro de arrimo (em função de um vazamento na tubulação detectado há algum tempo, segundo moradores) seja solucionado.

CRIVO DA GESTÃO

Por proximidade incerta, ou outra descompensação cidadã, Bauru e sua comunidade, em boa dose, tendem a ser mais benevolentes com erros ou deficiências protagonizadas por órgãos federais. Ou pelo erro da cortina da gestão mais distante (federal), insistimo na ignorância de não exercer o direito a explicações. Mais do que isso: a punições a quem de direito.

Como a gestão falha de uma obra pública, com dinheiro público, com medições, fiscalização obrigatória das medições do realizado e de sua qualidade, pode passar ao largo de notas de rodapé emitidas pela burocracia protecionista, corporativista, da assessoria estatal federal?

Não deveria ser escândalo para todos, a imprensa, as autoridades, os cidadãos, as representações locais, uma construção de demorou anos para concluir paredes ser entregue, para moradores de baixa renda, financiado pelo duro dinheiro recolhido dos trabalhadores via FGTS, ser entregue com defeitos visíveis?

Que se acionem o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas da União, a Câmara Federal, e quem quer que seja. Mas que repensemos esta ideia de que “não é comigo”…

NÚCLEO LOCAL

De outra sorte, a desmobilização do núcleo de gestão composto por servidores para atuar somente em Moradia Popular, criado ada no governo Rodrigo, está sendo criticado pela vereadora Estela Almagro. Na época, ela era vice-prefeita e coordenava o programa.

ESTRAGOS COM GRANIZO

Ventos de até 60 km/h conforme boletim da Defesa Civil e chuvas de granizo produziram 53 quedas de árvores identificadas até a noite de quarta-feira e outros 22 pontos de queda de galhos, nas vias públicas.

Mas o buraco que afundou em si um carro na Vila Santista, na madrugada, não tem relação de origem na chuva da madrugada. Tudo indica que os defeitos nas galerias e instalações já davam o sinal de possível rompimento antes…

5 AMBULÂNCIAS 

A Secretaria de Saúde recebeu 5 ambulâncias novas hoje. O dinheiro público envolvido soma R$ 1,155 milhão, sendo R$ 300 mil de duas emendas parlamentares fruto do pagamento de nossos impostos à União, R$ 162 mil da contrapartida exigida do caixa do Município, fruto da arrecadação que os munícipes deixam aqui na terra, e o restante de saldo acumulado de verbas federais para a finalidade.

Quem atuou pela vinda dos veículos cumpriu seu papel. Fazemos votos, ainda, para que a fiscalização de recursos seja ampliada em Brasília.

MISTÉRIO DA ÁGUA

A presidência do DAE informa que continua investigando por que “raios” umas 4 ruas do Jardim Estoril (Monsenhor Ramires, Luiz Braga, Paulo Torralba e Floriano Peixoto) passaram a não serem abastecidas. Até porque não era esta a situação anterior….

E mede pressão da rede pra lá (50 mca às 6h em um ponto) e 43 mca em outro)… Ué? Se o “normal” pra água “subir” da rede da rua para a caixa exige pressão de 15 mca, segundo técnicos, por que o líquido não enche mais os reservatórios residenciais?

Alguma obstrução ainda desconhecida em um ponto estaria, no trajeto, derrubando a pressão de forma abrupta, em local da rede ainda não identificado?

A abertura de sub ramais (sangrias) no percurso teriam alguma relação com a ocorrência? Ou seria o fato de que na “boca da Lagoa do Batalha” o sistema está operando com uma bomba a menos (duas em funcionamento, com vazão total de 380 litr por segundo – para uma região que operava até a 550 l/s há pouco mais de um ano)? As “inversões” no sistema (medida operacional) geraram interferência na pressão de água na rede? E por que a torneira seca somente em 4 ou 5 ruas da região, mesmo que sejam várias casas em sobrado?

SOLUÇÃO NA REDE

Enquanto o DAE apura, está instalando extensão de rede em 365 metros (ruas Antenor Prudente, passando pela quadra 7 da Guido Zambonato e na 5 da Rua Major Fraga). Objetivo: ligar o sistema à rede que recebe água do Reservatório do Jardim América.

Assim, as conexões, o Jardim Estoril III, segundo o DAE, passará a ser abastecido pelo Reservatório da Getúlio Vargas, na quadra 13, deixando de depender do sistema Batalha/ETA em caso de queda na produção por lá. Medidas na mesma direção – de interligação – estão sendo adotadas em diferentes bairros.

A solução em definitivo, em toda a cidade, depende do cumprimento das obras estabelecidas no Plano Diretor de Águas (PDA).

CETESB MULTA MUNICÍPIO

A Cetesb até demorou para aplicar multa na operação sem licença do chamado depósito de resíduos da construção (Cava) – de responsabilidade da Asten (que obtém a exploração comercial do local através de cessão pelo Município, há anos).

Ocorre que a multa foi aplicada contra o Município e não quem usa o local para depositar os materiais, há muito tempo, através de caçambas. E quem o bauruense não esqueça que o custo das caçambas foi às alturas, há alguns anos, sob o argumento de custos adicionais da coleta ao destino final dos materiais.

E o que mudou? Nada! O local continua operando sem licença, a “usina” de trituração dos materiais não é usada (existe no pátio da Prefeitura, mas sem uso há anos – desperdício de dinheiro público que merece apuração pela Promotoria, ainda que seja para ressarcimento pela desídia com esta nova l de improbidade – onde é preciso provar prejuízo e, junto, má intenção na ação).

E as responsabilidades da atual gestão da Asten, como ficam? O grupo anterior entrou com pedido de licença prévia no caminho de montar uma usina e fez sondagem (solo). Mas a Asten, depois, não recolheu o valor. E ai?

PREFEITURA FALA 

A seguir, o posicionamento completo da Prefeitura sobre o assunto:

“A Secretaria de Meio Ambiente informa que em 09/05/2022, o Município foi multado pela Cetesb pela caracterização da Cava do Jardim Chapadão funcionando como aterro de resíduos inertes (Resíduos da construção civil “RCC”), o que configura descumprimento do Termo de Acordo de Cooperação existente entre a Prefeitura e a Asten, onde deveria ser processado 100% do RCC, o que não vinha ocorrendo.

O prazo de seis meses para a exploração da Cava por parte da Asten está encerrado, e nos próximos dias haverá uma reunião entre prefeitura, Ministério Público e Cetesb para decidir pela continuidade ou encerramento definitivo da área e próximos passos a serem adotados em nível de município para a gestão dos Resíduos da Construção Civil.

Atualmente existem duas áreas cedidas pela Prefeitura para a deposição de Resíduos Sólidos Classe A, que são a própria Cava, enquanto não sai a decisão da reunião da Prefeitura com o MP/Cetesb, e na rua Tamandaré, quarteirão 1, na Vila Independência (somente para empresas cadastradas na Semma) para combater o processo erosivo na área”.

CEI DA EDUCAÇÃO 

Relator divulgada relatório final que vai submeter aos demais membros. Veja conteúdo neste link: https://contraponto.digital/relator-acusa-prefeita-crime-de-responsabilidade-e-deixa-caminho-para-pedir-cassacao-de-mandato-em-separado-da-cei/

1 comentário em “N. 311 FRATURAS: dona de Pet no Centro é espancada por vizinhos; risco de desabar muro leva Caixa a abrigar moradores do Manacás em hotel”

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