COLUNA CANDEEIRO 25092020 NELSON ITABERÁ

N. 84 Estado quer antecipar revisão sexta e Bauru não escapa da vermelha

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N. 84 ESPECIALISTA DO COMITÊ COVID DIZ QUE BAURU JÁ DEVERIA ESTAR NA FASE VERMELHA 

 

NA LIVE

Jornalista, a prefeita Suéllen Rosim (Patriota) segue o padrão de realizar lives surpresa, na página do Facebook da Prefeitura. Na noite de terça-feira (19/01) teve outra, com duração de 9 minutos e 11 segundos.  Nem deu tempo de Suéllen responder a centenas de perguntas ao vivo. Ela disse que entrou para falar de “quatro assuntos importantes”.

A prefeita reforçou o que já havia sido divulgado à tarde. Bauru deve receber 8.260 doses da vacina do Butantan na quinta-feira. Ela será utilizada para imunizar cer a de 2.000 profissionais da área da saúde do Município, além de indígenas e quilombolas do cadastro. O restante inicia a primeira fase de vacinação de idosos e pessoas com comorbidade. Os 75 mil da fase 1 anunciadas pela Secretaria de Saúde.

QUANDO COMEÇA

A vacinação começa dia 25/1, segunda-feira. Segundo Suéllen isso é definido pela União e Estado. Mas em algumas cidades, como Piracicaba e Limeira, os prefeitos informaram que vão iniciar a vacinação já. Esta cobrança estava presente nas redes sociais hoje. Bauruenses também pedem definição do plano de vacinação (cronograma).

Mas, gente, não há imunização suficiente nem pra começar e nem prazo de entrega definido para os próximos lotes. Teremos que aguardar!

PUBLICAR ILEGAIS

A prefeita Suéllen falou o que todos os indicadores epidemiológicos atestam: “os números da Covid em Bauru são alarmantes. E em Bauru é crônica a falta de vagas para internação. Não quero fechar a cidade. Mas se continuar assim, não tem o que fazer”. Ela reitera o que o secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, disse ontem ao CONTRAPONTO, em entrevista exclusiva, nesta manchete: “Ou seguimos regras, ou fecha tudo“.

A prefeita na verdade se “antecipa” ao inevitável.

“FASE VERMELHA”

A despeito de todas as reações (contrárias e a favor) já disseminadas em torno da “política epidemiológica do Estado e das prefeituras” para atuar contra a Covid-19, a situação atual, em todas as regiões ao redor (Bauru, Botucatu, Jaú, Avaré) já é “da fase vermelha”.

A Secretaria Estadual de Saúde informou, no final da tarde de ontem que, diante disso, não está descartado antecipar a revisão de fases para tentar “conter o avanço da transmissão”.

O médico epidemiolologista, especialista do HC e da Unesp Botucatu, Carlos Magno Fortaleza, falou para o CONTRAPONTO hoje (19/01): “Hoje pelos indicadores epidemiológicos Bauru, Botucatu, Avaré, todos estão na fase vermelha. Do jeito que está não tem como controlar. Será inevitável fechar. Se vai esperar ou não 15 dias é questão do calendário. Mas não segura. O secretário estadual de Saúde já discutiu conosco a ação e a posição é ANTECIPAR RRVISÃO PRA SEXTA (próxima). BAURU não escapa da fase vermelha”, afirmou, exclusivo ao CONTRAPONTO.

TAXA DE TRANSMISSÃO

Sobre a taxa de transmissão do vírus na população (Rt), o especialista aborda que “usamos a média semanal para ter a dimensão da transmissão. Para Bauru, se usar o índice diário de ontem (1,9) é assustador. Em Botucatu estava 1.5 e já era ruim. Tanto que a lotação UTI estava 100%. Bauru tem lotação UTI no Hospital Estadual acima de 80% há vários dias. Acima de 75% já é alarmante. Não tem como fugir da fase vermelha. A não ser que a população reaja. Mas as pessoas relaxaram. O índice de mobilidade é muito abaixo de 50%. Não derruba a transmissão”.

60 DIAS DUROS

Para uma parte do público, a avaliação do especialista é sempre recebida como pressão pelo terror. O CONTRAPONTO toma o caminho da responsabilidade e da obrigação da informação pública. Carlos Fortaleza projeta: “com mobilidade menor do que 50% e a taxa de transmissão acima de 1 o quadro já é muito ruim. Como estamos na segunda quinzena de janeiro, se nada for feito os meses de fevereiro e março serão ainda piores do que janeiro está sendo, em termos de lotação, mortes e crescimento da transmissão”.

VOLTA ÁS AULAS

Quem está no desespero é o setor de educação. A prefeita reforçou a uma emissora local que as aulas vão voltar. As regras estão quase prontas. Diante da posição do Estado, teremos de aguardar se a afirmação permanece.

COMÉRCIO LOCAL 

O Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) segue firme em sua missão de motivar mais de 8.000 estabelecimentos em Bauru na conscientização e respeito a todas as regras do protocolo.

Na noite desta terça-feira, Walace Sampaio emitiu novo comunicado, repetindo todas as regras estabelecidas. Na avaliação do comerciante, os lojistas estão cumprindo o que está preconizado. O comércio e a prestação de serviços de Bauru, que respondem por 2/3 da economia, atuam (desde o início da pandemia) para evitar fechamento e mais agravamento da crise (social e do emprego).

O Decreto Municipal alterou apenas o horário em que a venda de bebidas alcoólicas fica proibida, das 23h às 5h, permanecendo inalteradas as demais regras em Bauru para os supermercados. A situação da pandemia em Bauru é preocupante. O informe da Prefeitura de Bauru do dia 18 indica o índice de 98% de ocupação nas UTIs disponíveis no município.

Pedimos a máxima atenção para os 15 itens do Check List, principalmente o controle do número máximo de clientes na loja“, apontou Sampaio.

Faça o download dos cartazes: https://sincomerciobauru.com.br/wp-content/uploads/2020/12/cartazes_comercio.pdf

AÇÃO DE EFEITO

Dois pitacos, na lata:

1 – Se a prefeitura sabe de locais organizando festas, e dos endereços das clandestinas, prepara fiscalização, com PM, faz flagrante e leva pra cadeia! Já passou da hora de quem cumpre as regras de distanciamento serem prejudicados pelos irresponsáveis. Efeito pedagógico! Sem a resposta ágil, firme, do poder regulador, não vai parar!

2 – É preciso operação de guerra na fiscalização. Não bastam 4, 5 equipes. A norma federal para a Covid autoriza a contratação emergencial de fiscais. Já deveria ter sido feito. Como agora o tempo corre contra, chama a Polícia Militar e acerta plantões extras pela atividade delegada em estabelecimentos de diferentes setores. Fecha quatro ou cinco portas de irresponsáveis para ver se não gera efeito pedagógico! Aplica a lei! Sem mais, nem menos!

VERBAS DO CARNAVAL 

Enquanto a Secretária de Cultura de Bauru, Tatiana Sa, avalia como e onde realocar os recursos da pasta que não serão utilizados no Carnaval em 2021, como já dito, o CONTRAPONTO ouviu sugestões e lança alguns pitacos assertivos:

Pelos dados de 2020, o orçamento do Carnaval soma algo acima de R$ 900 mil. Quase R$ 500 mil é de subvenção. O restante está no Orçamento para locação de equipamentos de som, estruturas complementares e serviços, incluindo hora-extra de servidores, para  o evento.

Pitaco 1: a estrutura de som do Teatro Municipal precisa, há muito tempo, ser ajustada. Ano passado, foi comprado uma mesa de som adequada. Mas o chamado “PA” é ruim. As apresentações independentes são as que mais sofrem, de qualquer linguagem artística.

A locação de um PA bom, profissional, é R$ 3,5 mil. O custo fica maior até que as equipes de produção para os shows. Orçamento ainda de 2020 indica que a necessária adequação custa uns R$ 50 mil. ai sim, o Teatro fica com iluminação e som profissionais. Bauru merece!

Já o conhecido problema do ar-condicionado, segundo levantamento, exigiria uns R$ 480 mil para ficar novo, sem remendos. É praticamente o mesmo valor que a Cultura vai deixar de consumir, neste ano, com escolas e blocos (porque os desfiles não vão acontecer).

Verba carimbada, da Cultura, que se “encaixa” na resolução definitiva deste velho problema.

E ainda ficam uns R$ 400 mil para investir em outras frentes, bibliotecas, manutenção de equipamentos em mais de uma unidade, investimentos em programa dirigido para agenda artística na periferia no segundo semestre, ou pós-Covid… Está ai. Pra pensar!

 

2 comentários em “N. 84 Estado quer antecipar revisão sexta e Bauru não escapa da vermelha”

  1. Tomara que a verba do Carnaval seja toda usada para melhoria dos banheiros do Sambódromo, do Teatro Municipal, para aquisição de equipamento de som e luz , reparos nas rachaduras e o que mais precisar.

  2. Sobre as festas clandestinas a publicação de nomes poderia gerar efeito pedagógico.
    O que acredito mesmo, porém, seria a situação com imposição de multa, se há estiver prevista em lei, cobrando com rapidez, inscrevendo em dívida ativa no caso de não pagamento e, na sequência, enviar a protesto que agora há amparo legal.
    Além disso, montar mais equipes e surpreender os festeiros e aglomerados com a Polícia, porque entendo que na pandemia é desobediência e crime contra a saúde pública.
    Se a Polícia precisar de mandado há juiz de plantão para conceder. Com um ofício de um dos Delegados de Plantão seria, em tese, possível um mandado.
    Se festas não podem ser realizadas sem alvará, como estariam realizando?

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