Novas frentes do Gaeco pressionam Suéllen e aliados acenam por renúncia como saída na mesa

COLUNA CANDEEIRO 25092020 NELSON ITABERÁ

A prisão de Renato Purini foi decretada preventiva pelo juiz da Vara das Garantias, Josias Martins. Ou seja: não tem prazo de 5 dias e ainda pode ser estendida por tempo maior – como já ocorre com outros ex-secretários presos. Neste sábado, o Judiciário (TJ) negou habeas-corpus a Purini
Outro ponto: a defesa dos denunciados já sabe que virão outras frentes de denúncias! E não só da fraude da concessão do lixo. Além do mais: o Gaeco está com arquivos e telefone celular do coordenador da Fipe, Mário Silvério (foragido) – que montou o edital do esgoto e atuou em outras frentes e cidades.
A prefeita Suéllen Rosim terá pela frente uma sequência de desfechos de apuração contra sua gestão e aliados de seu governo. A tempestade ainda não recaiu sobre ela. A prefeita tem opção a licença maternidade para esticar um pouco mais a crise olhando de fora. Mas isso não resolve nada.
Neste sábado (17/10), integrantes do governo já conversavam sobre “qual será a próxima fase com operação do Gaeco”. E elas virão.
Secretários também indicam receio em permanecer. Márcio Cidades da saúde voltou para Santos e o gaúcho João Viegas não vai ficar no DAE até o Natal (já informamos isso).
O governo verá pela frente meses de enfrentamento de investigações e outras frentes também chegam a aliados.
O governo preparava a troca de vários secretários após a eleição. Vários “não vestiram a camisa”, conforme o próprio Purini. Ocorre que ele é quem articulava essa ação. Com ele preso, também há divergência na família Rosim sobre qual será agora o rumo.
Nos bastidores, lideranças políticas já acenam para o vice-prefeito, Orlando Costa Dias.
Os vereadores tendem a não ter estômago para ficar meses lidando com novos pedidos de cassação. E vários já fizeram a leitura de que novos processos virão. E com investigados variados.
Um grupo conta que vai discutir a renúncia de Suéllen como saída para estancar a crise. Entre alguns, de outro lado, há sinais de que mudar a cadeira evitaria mais turbulência. Para o denunciante, Eduardo Borgo, inclusive, a coação atribuída a Purini, embutida na decisão de prisão, também explica o distanciamento de alguns. Essa mesma reação ocorreu no governo Izzo Filho, entre 1998 e 1999.
Fizemos a analogia de fatos no CONTRAPONTO. Mas Izzo foi para o confronto e foi afastado pelo Judiciário e cassado depois por NOVOS FATOS de corrupção. E Bauru infelizmente tem novos fatos da crise pela frente.
Ou seja, o período de tempestade política de Suéllen ainda não começou. Mas ela sabe que a tempestade está perto e em sua direção.

Se Suéllen vai admitir renunciar como uma forma de “não esticar a corda” na tempestade com final desconhecido e período longo – o tempo dirá. Mas a opção está no tabuleiro político de Bauru neste final de 2026.

13 comentários em “Novas frentes do Gaeco pressionam Suéllen e aliados acenam por renúncia como saída na mesa”

  1. Se ela escapar desse processo, podem esquecer.
    A população perdeu a confiança, o governo não tem credibilidade, vai virar uma bagunça administrativa. O certo seria afastar a prefeita enquanto corre essa investigação. Não tem condições seguir sob uma gestão fraudulenta, corrupta e irresponsável. A população não merece isso e quer pessoas honestas no comando.

    1. Como analista, olhando friamente para o cenário político e seguindo a tese apresentada na reportagem do Nelson, o chamado “trem-bala perdeu seu maquinista”.

      Diante desse novo cenário, o grupo político que apoia a prefeita está em uma encruzilhada. Se optar por votar pela permanência dela no cargo, terá de lidar com o peso político dessa decisão, especialmente diante das denúncias divulgadas pelos veículos de comunicação e dos desdobramentos da ação criminal no Ministério Público.

      A questão vai além da votação atual: qual será o preço político dessa escolha nas eleições municipais de 2028? Os aliados terão de avaliar se vale a pena manter o apoio ou se o desgaste provocado por essa decisão poderá comprometer seus próprios projetos eleitorais.

      Na política, o apoio de hoje pode se transformar no passivo eleitoral de amanhã.

  2. Tem muita gente envolvida nisso tudo, não só vários vereadores. Secretários e funcionários fizeram a máquina andar, enqto a corrupção corria solta, até que ponto as pessoas sabiam o que ocorria na sala ao lado? Bom investigar.

  3. FABIO CORTEZ VERDU

    MAIS UM GRAVE CASO A SER JULGADO
    A lista de malfeitos é extensa e vem se acumulando desde de o primeiro mandato, todos muito grave; desvios, superfaturamentos, empregar amigos e parentes. Crimes “comuns” no mundo politico.
    Mas a contratação de um hacker para espionagem eletrônica de opositores políticos na cidade e a imprensa, atribuído ao cunhado da prefeita, Walmir Henrique Vitorelli Braga mostra uma face perigosa. Neste caso o processo esta em fase mais adiantada, entretanto as acusações ao grupo politico da prefeita ainda dependem de julgamento judicial definitivo, caso haja a condenação, será permitido usarmos o verdadeiro nome deste grupo; QUADRILHA ou MÁFIA.

  4. Digo mais, se fizerem um referendo, o “genial eleitor bauruense” em sua maioria, da o terceiro mandato para a cidadã em questã. Parabéns Bauru. Parabéns Bauru. Governo do povo, pelo povo e para o povo. #contem gluten (ironia)

  5. Eu gostaria que o Gaeco entendesse a investigação um pouco mais, como a CSB que veio para trabalhar com esgoto e esta tomando conta de tudo na verdade a conta que vem em nome CSB, e a primeira vez que vejo o empregado receber e repassar para o patrão, levantar que são os Sócios dessa Empresa,.
    Ver na verdade na Secretaria de Saúde por onde também passou o Adv. Vitor que desmontou a equipe de funcionários que era responsável pelas licitação da saúde e pós gente de confiança dele, são coisas que aconteceram e não houve e ninguém ainda questionou sobre tudo isso.
    Então de bater firme irá aparecer muitas outras coisa obscuras …….

  6. A população deveria aproveitar este caso para refletir e acompanhar mais de perto os debates e votações ocorridos na Câmara. Se estivesse mais atenta a essas discussões, talvez não tivesse reelegido essa senhora para mais um mandato. Basta observar episódios anteriores relacionados à educação e, mais recentemente, a polêmica envolvendo a suposta espionagem realizada por um hacker.

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