
A prisão de Renato Purini foi decretada preventiva pelo juiz da Vara das Garantias, Josias Martins. Ou seja: não tem prazo de 5 dias e ainda pode ser estendida por tempo maior – como já ocorre com outros ex-secretários presos.
Outro ponto: a defesa dos denunciados já sabe que virão outras frentes de denúncias! E não só da fraude da concessão do lixo. Além do mais: o Gaeco está com arquivos e telefone celular do coordenador da Fipe, Mário Silvério (foragido) – que montou o edital do esgoto e atuou em outras frentes e cidades.
A prefeita Suéllen Rosim terá pela frente uma sequência de desfechos de apuração contra sua gestão e aliados de seu governo. A tempestade ainda não recaiu sobre ela.
Neste sábado (17/10), integrantes do governo já conversavam sobre “qual será a próxima fase com operação do Gaeco”. E elas virão.
Secretários também indicam receio em permanecer. Mário Cidades da saúde voltou para Santos e o gaúcho João Viegas não vai ficar no DAE até o Natal (já informamos isso).
O governo verá pela frente meses de enfrentamento de investigações e outras frentes também chegam a aliados.
O governo preparava a troca de vários secretários após a eleição. Vários “não vestiram a camisa”, conforme o próprio Purini. Ocorre que ele é quem articulava essa ação. Com ele preso, também há divergência na família Rosim sobre qual será agora o rumo.
Nos bastidores, lideranças políticas já acenam para o vice-prefeito, Orlando Costa Dias.
Os vereadores tendem a não ter estômago para ficar meses lidando com novos pedidos de cassação. E vários já fizeram a leitura de que novos processos virão. E com investigados variados.
Um grupo conta que vai discutir a renúncia de Suéllen como saída para estancar a crise. Entre alguns, de outro lado, há sinais de que mudar a cadeira evitaria mais turbulência. Para o denunciante, Eduardo Borgo, inclusive, a coação atribuída a Purini, embutida na decisão de prisão, também explica o distanciamento de alguns. Essa mesma reação ocorreu no governo Izzo Filho, entre 1998 e 1999.
Fizemos a analogia de fatos no CONTRAPONTO. Mas Izzo foi para o confronto e foi afastado pelo Judiciário e cassado depois por NOVOS FATOS de corrupção. E Bauru infelizmente tem novos fatos da crise pela frente.
Ou seja, o período de tempestade política de Suéllen ainda não começou. Mas ela sabe que a tempestade está perto e em sua direção.
Se Suéllen vai admitir renunciar como uma forma de “não esticar a corda” na tempestade com final desconhecido e período longo – o tempo dirá. Mas a opção está no tabuleiro político de Bauru neste final de 2026.