Secretariado tem técnicos, uns de fora, outros de proximidade religiosa e alguns de carreira

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Uma mescla de perfis com conteúdo técnico, composto por quadros com experiência e outros absolutamente novatos no setor público, alguns vindos de sua proximidade religiosa, alguns de carreira e uns vindos de outras cidades. A prefeita eleita Suéllen Rosim (Patriota) divulgou através de rede social o nomes dos 18 integrantes do primeiro escalão para seu governo, sendo 14 secretárias, chefia de Gabinete e as presidências da Cohab, Emdurb e DAE.

Se considerado:

  • que a jornalista venceu a eleição com chapa pura (Patriota), tendo apoios pontuais apenas no segundo turno (como o Podemos);
  • se levado em conta que a própria eleita afirmou que não faz barganhas (incluindo cargos) em troca de apoio e, ainda, de que ela também é novata na gestão pública…
  • o “time Suéllen” reflete sua aproximação natural com nomes vindos de sua convicção religiosa (evangélica), alguns nomes escolhidos entre quadros de carreira (que ele anunciou que assim faria) e, por fim, um ou outro nome com indicação de outros segmentos sociais.

A rigor, em síntese, o time escolhido por Suéllen está dentro da linha que anunciou logo após ter sido eleita. De outro lado, nomes muito próximos da jornalista durante a campanha e, outros, citados como “certos” no secretariado, não estão no grupo: como Luiz Bessi (fiel escudeiro desde quando o “núcleo da campanha” Suéllen ainda considerava que bastaria pedir votos em igrejas para sua projeção avançar), Marcos Amorim, Kaio Ruiz, Gislaine Magrini (indicada de primeira hora e vice de Luiz Carlos Valle) e Raeder Poliese (que pode ter tido dificuldade em ser liberado pelo TRE)…

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Bastou pouco tempo após a divulgação da lista dos nomes, pela rede social de Suéllem, para que eleitores (e curiosos naturais) passassem a comentar. Como tudo o que vai para o Facebook, as manifestações pulverizaram.

Alguns consideraram a “renovação tímida”, outros consideraram ideal a presença de “vários nomes novos” (embora boa parte seja no sentido de ‘desconhecido’), surgiram apontamentos contrários a “nomes importados” e, também, apoio a servidores nomeados (assim como críticas opinando que a lista deveria ter mais nomes do funcionalismo)…

Enfim… um mosaico esperado por “gregos e troianos”.

As escolhas de Suéllen não agradaram aliados. Integrantes do Patriota estavam com a “cabeça quente” até à noite. De outros partidos, vieram da inauguração de escola no Mary Dota (realizada pelo prefeito Gazzetta, na tarde de terça) comentários no sentido de que “ela terá dificuldades com apoio político se não ouvir a Câmara”…

Comentário também esperado, já que, a princípio, não há indicativo de que a prefeita eleita tenha barganhado algo (para o primeiro escalão) de olho na bancada de sustentação política. Aguardemos a consolidação do time e as nomeações de segundo escalão para tirar “nova temperatura” dessa situação.

A rigor, o “time Suéllen” reflete o discurso que ela repetiu na campanha. Boa parte de seu eleitorado abraçou a ideia de combate “à velha política”, por mais disperso que seja o termo.

O fato é que, majoritariamente, o eleitorado Suéllen registrou desejos de “boa sorte” e apoio nas publicações que informavam o secretariado. Mesmo nas páginas de terceiros.

PRIMEIROS PITACOS

É natural que Suéllen tenha recorrido, em boa dose, a aproximações ligadas a seu vínculo e atuação religiosa. Vários dos secretários vêm do meio evangélico, ou próximos do meio: Marcos Saraiva, Jorge Luis de Souza, Nilson Ghirardello e Flávia Souza são alguns exemplos.

E, veja, não é que o (a) escolhido (a) ser evangélico (a) tenha sido, por si, o fator. Mas que o café, a antessala e a ouvidoria “auricular” funcionam naturalmente nos espaços com os quais você tem relações. “Fulana é boa naquilo”… “Olha fulano é um ótimo profissional”… E assim vai!

Além disso, esta proximidade é um indicador de “comunicações naturais”, de núcleo, já que Suéllen não tem militância política-partidária, sua trajetória “nasceu” em Birigui e o caminho com o Patriota também tem ponte com integrantes de sua vertente religiosa.

Por citação ainda que ilustrativa:  na origem… Lula estava para o meio sindical como Bolsonaro para os militares, certo?

O primeiro time anunciado por Suéllem também traz como marcas a não associação com grupos tradicionais (empresarial, econômico e político) acostumados, historicamente, a comandar (ou indicar) nomes para o escalão principal do Palácio das Cerejeiras.

TIME VAI MUDAR

Não tem nada de “gorar”. Ao contrário.

O fato é que o CONTRAPONTO apurou que a pasta da Saúde não levaria à nomeação do vice-prefeito Orlando Costa Dias. É distante imaginar, profissionalmente, que ele possa (ou vá) se afastar de seu concorrido consultório de ortopedia para poder se dedicar à saúde pública municipal.

A função (e seus intermináveis espinhos) não permitiria tal acomodação. Orlando deve permanecer nesta fase inicial, até que outro nome possa ocupar seu lugar. (A tendência é esta… mas…)

Também não será tarefa fácil para o advogado Gustavo Bugalho abdicar de sua atuação profissional fora de Bauru para tocar a Secretaria dos Negócios Jurídicos. Mas…

CURIOSIDADES 

Sobraram curiosidades, a partir da tarde de terça, sobre a “origem”, ou caminho inicial para várias nomeações.

Luiz Carlos Valle (engenheiro, evangélico, ex-vereador) teria, por exemplo, relação com a simpatia de Suéllen pelo perfil apresentado da química Flávia Souza, via igreja. Flávia declarou apoio a Valle na eleição e já demonstrou, para vários próximos, que tinha o desejo de comandar o DAE.

Não será fácil sua missão. Flávia Souza já atuou na autarquia, mas deixou cargo de direção, há alguns anos. Embora conheça parte do DAE, terá de ter desenvolvido aptidões aguçadas para “engolir sapo” e, ao mesmo tempo, diluir o corporativismo negativo, estrutural, impregnado entre algumas diretorias.

Da mesma forma, Valle vai para seu “tira teima” público: fazer a Emdurb produzir com qualidade e custo compatíveis com as necessidades e a acidez predatória vindas do meio político e do mercado.

Ainda à noite, políticos com longa trajetória tentavam decifrar por qual porta Coronel Canova surgiu na lista. Não por seu histórico (o militar teve passagem firme pela mesma Cohab, quando “peitou” Tidei de Lima e não permitiu medidas prejudiciais à companhia: como a “permuta” de terrenos para “resolver” o desastroso desconto de 21% que o então prefeito concedeu a mutuários, nos anos 90…).

A nomeação de Alexandre Canova teria algo a ver com alguma sondagem feita pelo vice-prefeito Orlando Costa? Algo estabelecido através, por exemplo, da maçonaria? Nada a ver? O certo é que, por trajetória, o esperado é que Canova conduza firme o processo gradual de extinção da Cohab.

Marcos Saraiva, que vem do núcleo religioso com vínculos com a prefeita, experimentou, ainda ontem, sua primeira reunião com pendência em obras. Participou da reunião da equipe atual com moradores do Residencial Pinheirinhos, onde uma erosão (há anos) “engole” o terreno muito próximo do muro do condomínio.

Dorival Coral terá enorme desafio pela frente. Não só porque é da Semma que sairão as políticas de longo prazo (concessões) para o lixo em Bauru, mas pela necessidade, premente, de que ele, como gestor, consiga separar sua ligação com o setor (cooperativismo).

Suéllen foi litúrgica na escolha de técnicos (deslocou a liderança e tecnicidade de Éverson Demarchi para a espinhosa Administração e assegurou, na Finanças, o braço direito de Demarchi (Éverton Basílio).

De outro lado, apostou na profissional Ana Salles na Sebes, assim como Jorge Abranches na Agricultura e Flávio Oliveira (do meio, de carreira), nos Esportes.

Trouxe acadêmicos reconhecidos em suas áreas, Como Nilson Ghirardello para o Planejamento e Maria Kobayashi para Educação. O tempo mostrará como se ambientarão com a experiência em gestão pública.

Por ora….

Sorte, lucidez e espírito público ao secretariado!

 

CONHEÇA O CURRÍCULO DO SECRETARIADO, divulgado pela equipe Suéllen:

Curriculo SECRETARIADO SUÉLLEN

 

1 comentário em “Secretariado tem técnicos, uns de fora, outros de proximidade religiosa e alguns de carreira”

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