Acordo no MP entre Prefeitura, DAE e empresa permite ampliar condomínio de galpões logísticos em 200 mil m2 de regularização

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Geraldo Killer, da GCKON, observa NIlson Ghirardello (Seplan), advogado Paulo Freitas, promotor Henrique Varonez e prefeita Suéllen Rosim, na reunião de 19/08/2022

Bauru dá passo essencial para mais que dobrar a área instalada de Condomínios Logísticos. Na sexta-feira (19/08), Ministério Público do Urbanismo, Prefeitura, DAE e a empresa GCKON assinaram Termo de Acordo que permite a regularização de mais de 200 mil metros quadrados nas instalações já com infraestrutura viária e divisão de lotes na antiga Cteep (Cesp), no km 348 da Rodovia Marechal Rondon.

O processo está pendente no Município desde 2016, com processo na 2ª Vara da Fazenda Pública. Conforme o promotor Henrique Varonez, a regularização firmada em Bauru “é a primeira em todo o Estado neste modelo, com diretrizes fixadas em Termo de Ajuste para as intervenções de responsabilidade do Município no ambiente externo e com as obrigações definidas junto ao empreendedor (empresa GCKON) com base na Reurbanização de Interesse Específico (Reurb-E) e de acordo com a nova lei de regularização fundiária 13.465/2017”.

CONDOMÍNIO DE LOTES

O empreendimento já contempla os três primeiros Condomínios de Lotes de Bauru e região, com dezenas de empresas instaladas, consolidando a cidade como polo regional e estadual de entrepostos. Grandes marcas e líderes do mercado de vendas no meio eletrônico-digital (e-commerce), como Braspress, Mercado Livre e magazines ocupam galpões logísticos na antiga área da Cteep.

O Município tem concentração de procura para os chamados “hubs” exatamente por estar em ponto estratégico do mapa de negócios, no Centro Paulista e entre outros Estados. O estrangulamento da capacidade de instalação de entrepostos logísticos de distribuição a partir do Aeroporto de Guarulhos alimenta a demanda em Bauru. Geraldo Killer conta que, apenas nesta fase, “investidores com oferta de instalação de 50 mil metros quadrados de alugueis de galpões foram para outros pontos em razão dos entraves. Este é um mercado que não espera a demora do Poder Público. E as demandas são para áreas já prontas, com licenciamentos, infraestrutura e alvará na mão”, avalia.

Atualmente, o complexo (com infraestrutura completa advinda da antiga Cteep) com área total de 565.140,99 metros quadrados abriga 21 marcas e serviços, em três condomínios (um de serviços diversos e dois exclusivos). O espaço recebe 1.000 empregos diretos nos galpões e outros 1.200 da cadeia (transporte e afins).

O espaço abriga segmentos diversificados, de um lado, e outros dois condomínios particulares. O Distrito abriga, por exemplo, o maior Centro de Distribuição de Logística e Transporte (hub) da Braspress no Interior e, ainda, um segundo condomínio interno com cinco empresas agregadas ao segmento de higiene, cosméticos, defensores agrícolas, entre outros.

O potencial de instalação disponível, de 200 mil metros quadrados, tem capacidade para abrigar outros 1.500 empregos diretos e até 2.000 indiretos, conforme os executivos. Veja no mapa a identificação das instalações e área de expansão, agora em regularização.

O Termo de Acordo no MP destina 169.542 m2 de compensação ambiental, sendo 107.801 m2 dentro do condomínio e outros 61.741 m2 na Bacia do Tietê-Batalha

DUPLICAR CAPACIDADE

A prefeita Suellen Rosim destaca que o Poder Público deu agilidade a um processo que estava com entraves antigos. “Assim que assumimos este processo nos foi trazido. Vistoriamos a área. Fui lá pessoalmente. E a Sedecon, DAE, Semma e Seplan atuaram nas suas áreas para a definição das obrigações de diretrizes. Esperamos agora cumprir as etapas de responsabilidade do Poder Público e a última será a definição de benefícios previstos em lei no IPTU Industrial, já com processo na Secretaria de Finanças”, descreve.

Suéllen destaca que a Seplan e Sedecon agem em processos de porte neste setor. “Temos a definição e aprovações de projetos de reocupação da área em pleno Distrito Industrial, na antiga Mondelez, já finalidade e em fase de implantação e agora também esta regularização com capacidade para dobrar a área instalada em Condomínios de Lotes, aproveitando as oportunidades de gerar empregos e negócios em um setor onde Bauru tem vocação consolidada”.

A expansão da antiga área da Cteep, na Rondon, e a ocupação logística na ex-Mondelez, no Distrito Industrial, dobram a instalação no segmento de Condomínio Logístico com mais 400 mil m2. (Leia abaixo matérias completas sobre a expansão no setor).

De outro lado, a prefeita comenta que a nova Lei de Zoneamento foi apresentada, com audiência pública, e, junto com a atualização de Lei dos Distritos, “vai permitir nestas várias frentes a expansão de negócios e geração de emprego e renda em Bauru e em diferentes segmentos, tanto para os serviços de logística e transporte quanto em novas plantas”.

A expansão da antiga área da Cteep, na Rondon, e a ocupação logística na ex-Mondelez, no Distrito Industrial, dobram a instalação no segmento de Condomínio Logístico com mais 400 mil m2

O CONTRAPONTO depurou, com exclusividade, o potencial, a vocação e a abrangência desses negócios em nossa cidade e para a região. Não leu? Veja neste link: https://contraponto.digital/condominios-de-logistica-e-servicos-e-a-onda-de-multiplicacao-de-empregos-em-bauru/  

Veja também esta matéria especial, com mais informações sobre o tema: https://contraponto.digital/distrito-de-logistica-forma-3-condominios-e-fatura-r-5-bi-ano-em-bauru/ 

3 comentários em “Acordo no MP entre Prefeitura, DAE e empresa permite ampliar condomínio de galpões logísticos em 200 mil m2 de regularização”

  1. José Xaides de Sampaio Alves

    Boa iniciativa.

    Mas os pobres não entraram.no mapa da luos. Nem.os Instrumentos de gestão do Estatuto da Cidade, Nem a Defesa de Vários Patrimônios Arquitetônicos e Urbanisticos, e os bairros centrais poderão sofrer com Impactos de usos e expulsar moradores. A cidade não é Só o econômico.

    Abç.

  2. Xaides é ativista de gabinete. Sua única virtude foi passar em um concurso. Ainda assim é malquisto pelos seus próprios pares. Tem soluções impraticáveis. Cativa os incautos e inexperientes. Veste-se de bom-moço mas não consegue emplacar nenhum projeto. Culpa o interesses particulares e o capitalismo malvadão mas é vitima da própria incompetência.

  3. existem pessoas que passaram pelo secretariado em governos passados, não apresentou nada de positivo e agora fica palpitando, Bauru literalmente é uma cidade estranha.

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