Sessão de “quinta de cinzas” vota ou não concessão do esgoto? Piso do magistério também está na pauta

Suéllen Rosim foi na lagoa de captação do rio Batalha seca na terça de Carnaval

A Câmara Municipal de Bauru realiza, nesta quinta-feira (15/2), duas sessões legislativas: Ordinária e Extraordinária, em decorrência dos pontos facultativos de segunda-feira (12/2) e terça-feira (13/2) do Carnaval, e do ponto facultativo na quarta-feira de Cinzas (14/2). Os projetos da concessão de esgoto e piso do magistério estão na pauta. O piso gera rombo de mais R$ 1 milhão por mês na Funprev.
O pedido de autorização para concessão do esgoto aguarda voto da presidente da Comissão de Economia, Estela Almagro. Mas o processo precisa passar também pelas comissões de Obras, Meio Ambiente e Fiscalização para ir a votação.
Nos bastidores, há versão de que o governo avalia ajuste no texto (para segurança jurídica, desvinculando uso de verbas do Fundo de Esgoto para obras de drenagem) e também há alegação de que a prefeita vai deixar como está.
Vereadores que cobram detalhamento da proposta querem mais tempo e não abrem mão de buscar mais dados via Comissões. A rigor, nenhum outro tema pode mais ser votado a partir da próxima segunda-feira se o PL da concessão não for concluído. Um grupo defende que o texto vá a voto, pela aprovação ou não.
Mas alguns parlamentares apontam que a estratégia da prefeita seria ver a reprovação do.projeto – colocando sobre os vereadores contrários a ‘culpa política’ pela näo retomada das obras da ETE Distrito.
Por um viés ou outro, o governo não explicou o texto e as regras do processo. Em entrevista, Suéllen Rosim repete que isso só será feito em outra etapa, a da consulta pública. No jogo político, daqui 8 meses tem eleição.

REGIMENTO E PISO

Presidente do Legislativo, Júnior Rodrigues reafirma que vai cumprir o Regimento. Ou seja, respeitar pedido de prazo e apreciação pelas comissões que faltam. “Se vereador pedir prazi, vou cumprir o Regimento. Vai passar pelas Comussões que faltam o projeto”, enfatiza Rodrigues.

O Legislativo deve ter a galeria lotada pelo magistério – que ainda está em greve e cobra a fixação do piso da categoria. O Executivo enviou PL substitutivo. Os servidores buscam ajustes nas regras. Porém, há impasse. Se a categoria insistir em exigir tudo o que pede, sem acordo com o governo, o projeto pode não avançar. Se for adiado, fica sem votar até a pauta destrancar por causa da concessão (por causa do regime de urgência).

O que não está resolvido é a conta do PL. O projeto gera rombo de mais R$ 1 milhão por mês na Funprev. E outros R$ 24 milhões de efeito na despesa da previdência para próximos anos. 

Sobre a greve tem liminar do Tribunal de Justiça expedida com determinação de suspensão, com multa diária de R$ 10 mil. Mas o Sindicato dos Servidores ainda não tinha sido notificado, no feriado.

O Legislativo vai distribuir senhas para acomodar a lotação máxima da galeria durante a sessão desta quinta-feira.
A sessão do Legislativo tende a discutir, ainda, a evolução da dengue no Município, a recorrente crise de abastecimento de àgua no sistema do Rio Batalha e outros temas.

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