Tribunal volta a fiscalizar e deficiências em UPAs permanecem. Hospital Estadual também tem flagrantes

Lotação, falta de AVCB dos Bombeiros (Upa Ipiranga) divulgação

O Tribunal de Contas de SP repetiu fiscalização surpresa em UPAs de Bauru e nos hospitais Manoel de Abreu e Estadual (HE). E confirmou velhos problemas, como equipamentos quebrados e unidades sem auto do Corpo de Bombeiros (AVCB).

O Tribunal tem reforçado vistorias em unidades conveniadas, do Terceiro Setor, dado o expressivo aumento de verbas públicas enviadas a Os – organizações sociais. Nos hospitais com contratos com o Estado, há dificuldade de controle social.

Nas UPAs, lotação e corredores com macas se juntam a equipamentos quebrados. Repeteco de defeitos de gestão sem correção, como há 1 ano, na outra fiscalização surpresa.

Nos hospitais, o Manoel de Abreu é novo. E o HE tem salas com infiltração, como na UTI, tomógrafo quebrado e continua aberto sem AVCB.

O TRIBUNAL

A Auditoria-surpresa realizada ontem pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) ocorreu em 170 unidades de saúde gerenciadas por organizações sociais (OS). A ação revela que, em mais de 30% delas, existem equipamentos quebrados e, em mais de 10%, há remédios vencidos. As fiscalizações, feitas em 98 cidades da região metropolitana, do litoral e do interior, foram executadas em estabelecimentos municipais (131) e estaduais (39).

“Nosso objetivo é comparar esses achados com os de outubro do ano passado. Queremos saber se, efetivamente, foram tomadas providências em relação aos problemas apontados na ocasião, já que os gestores tiveram tempo mais do que suficiente para regularizar as falhas encontradas”, afirmou o Presidente do TCESP, Conselheiro Sidney Beraldo, referindo-se ao relatório comparativo que será divulgado pelo Tribunal na próxima semana.

Nessas unidades, também foram identificadas falhas diversas no armazenamento de remédios e na limpeza das unidades visitadas (22,35%); a inexistência de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, documento que atesta o respeito às regras de segurança contra incêndio (53,53%); e dificuldades para a transferência de pacientes (21,95%). O controle de frequência dos médicos ainda é feito manualmente em mais de metade dos locais visitados (52,91%).

“Somos favoráveis aos ajustes firmados com essas organizações sociais, mas isso não exime os gestores da obrigação de acompanhá-los e fiscalizá-los. Afinal, é dever de quem foi eleito garantir a qualidade dos serviços que estão sendo prestados à população”, explicou o Presidente. “E vemos que muitos administradores estão simplesmente deixando isso de lado”, completou ele.

O Painel do Terceiro Setor do TCESP mostra que, apenas entre janeiro e junho deste ano, o governo estadual já transferiu mais de R$ 4 bilhões para entidades da área da saúde. Já as Prefeituras repassaram quase R$ 3,5 bilhões para OS do setor.

 

 

1 comentário em “Tribunal volta a fiscalizar e deficiências em UPAs permanecem. Hospital Estadual também tem flagrantes”

  1. Elion Pontechelle Junior

    Sugestao: toda segunda feira elencar o que precisa ser feito pela prefeitura e secretarias, por exemplo: Upas, reserva de água do atalho que precisa ser desassoriada e tantas outras coisas que você tem postado
    A divulgação repete e tira prefeita da zona de conforto
    E evidentemente, principalmente as perdas de verbas por falta de projetos

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