
A prefeita Suéllen Rosim acaba de prolongar por mais um ano o contrato de transbordo e despejo no aterro particular de Piratininga. O extrato publicado no Diário Oficial de Bauru deste sábado amplia o valor em pouco mais de R$ 27 milhões por 12 meses.
O aditivo firmado com a Estre Ambiental vem na véspera de lançamento de mais uma concessão municipal – coleta e tratamento de lixo e serviços de limpeza (bueiros, varrição e cata-galho). Com a extensão do contrato fica indicado que o governo local pretende concluir a nova concessão em 1 ano. O projeto de concorrência projeta cobrar do bauruense R$ 90 milhões por ano pela coleta e tratamento de 40% dos resíduos (após a construção de uma usina – 3 anos). O programa tem valor total previsto em R$ 5,6 bilhões.
Conforme o novo aditivo publicado, os serviços de transbordo (pegar o lixo despejado pela coleta em àrea do aterro velho) e despejo final em Piratininga já superam o valor total do contrato mantido com a Emdurb (que aluga ao menos 10 caminhões de 15 que percorrem as ruas para retirar o lixo).
Conforme o estudo que embasa a concessão – em andamento -o Município paga por ano R$ 26,8 milhões para a Emdurb coletar nas casas e lojas cerca de 290 toneladas diárias de rejeito. Isso representa R$ 298,20 a tonelada. Ou cerca de R$ 2,2 milhões mensais.
Para a Estre, operadora dos demais serviços, o Município (via Secretaria do Meio Ambiente e Causa Animal) pagava, até este sábado, R$ 3,373 milhões pelo transbordo (separar o lixo e por do container nas carretas) (agora é R$ 4,1 milhões) e outros R$ 7,695 milhões (ano) para o transporte do transbordo até Piratininga – agora R$ 9,4 milhões. E, por fim, mais R$ 10,980 milhões na última etapa do ciclo (despejar no aterro particular e compactar, enterrar) – agora R$ 13,5 milhões. O contrato com a Estre tinha aditivo assinado em abril de 2025.
A imagem acima traz os novos valores com a Estre. No mercado, a empresa é citada como favorita na disputa da concessão. Já detém estrutura operacional por aqui e, assim, conhece o custo.