
O drama da falta de leito hospitalar para internação em Bauru não só permanece como piorou. O vereador Júnior Lokadora anuncia nova representação ao Ministério Público (MP) apontando que 80 pessoas aguardavam na fila a espera de internação na sexta-feira. Além disso, Estela Almagro e Eduardo Borgo apontam PS Central lotado e pendências antigas.
O parlamentar Lokadora levanta que o Hospital Manoel de Abreu está com 20 “vagas livres” – a chama alta social. “Levamos esta situação ao Ministério Público no ano passado, quando 14 pessoas estavam no hospital com alta social médica. Agora temos 80 na fila aguardando e 20 vagas liberadas que deveriam atender quem precisa. Isso é muito grave”, aponta.
O Hospital Manoel de Abreu ficou por mais de 5 anos fechado aguardando reforma pelo Estado. Em 2025, quando Lokadora apontou as vagas de pessoas com alta, a diretoria regional de Saúde se reuniu com a prefeita Suéllen Rosim para tentar contornar.
As vagas com alta médica permanecem ocupando leitos porque os pacientes, segundo o governo, não teriam para onde ir. Vários pacientes seriam de atenção psiquiátrica. Outros com ausência de suporte familiar. A Prefeitura acenou com ação emergencial para receber essas pessoas em serviços de apoio social.
Mas o drama persiste.
ESTADO e PS
A crise por vagas de internação em Bauru se arrasta há anos. O vereador Eduardo Borgo anunciou no mês passado nova ação judicial contra o Estado e Prefeitura ainda da execução judicial por ausência do serviço de anos atrás.
Na semana passada, a vereadora Estela Almagro apontou superlotação no PS Central, com pacientes improvisados nos corredores. A deficiência por vagas para internar é do governo do Estado. O secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva, fez reuniões regionais e prometeu revisão do sistema de regulação. Não teve eficácia! Na prática a situação é pior. As filas por exames especializados e cirurgias também estão pendentes.
A Prefeitura está reformando uma ala do PS. O setor era o atendimento especializado infantil no passado. A pediatria foi levada para UPAs. O Estado argumenta que criou vagas no Hospital das Clínicas/USP. Mas as cotas de Bauru no sistema permanecem muito deficientes. Basta ver a fila de espera.
A baixa temperatura seguida de estiagem e queimadas urbanas, até outubro, tendem a pressionar ainda mais a lotação nas UPAs.