
Ao defender o bloqueio de R$ 20 milhões já efetuado na conta da Estre Ambiental, os promotores do Gaeco Bauru apontam ao Judiciário que também identificaram pagamentos atribuídos a vereadores. A petição assinada hoje não informa quais, afirma que a ocorrência atingiria alguns e indica nova fase de investigação destinada a esclarecer esta frente do caso lixo.
O apontamento também foi tratado de forma pública durante depoimentos de testemunhas na CP do lixo, em reunião realizada no plenário para andamento de denúncia contra Suéllen Rosim.
Conforme o Gaeco, “a prática de corrupção corporativa promovida pela ESTRE AMBIENTAL S.A. operou de forma sistêmica e institucionalizada, abrangendo
múltiplos agentes públicos e equiparados que foram cooptados mediante vantagens indevidas custeadas pela empresa. Nessa linha, Mário Luiz Silvério, vinculado à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e ostentando a condição de funcionário público por equiparação legal, solicitou e recebeu vantagem espúria superior a meio milhão de Reais para direcionar estudos técnicos da instituição em
benefício do grupo empresarial”.
O documento ao juiz Josias Martins de Almeida Júnior prossegue que 😮 plano de corrupção alcançou a cúpula da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Bem-Estar Animal. As servidoras públicas Cilene Chabuh Bordezan, secretária municipal, e Sara Moura de Jesus, secretária-adjunta, receberam vantagens indevidas pagas pela ESTRE AMBIENTAL S.A., sob a coordenação executiva de Hamilton Libório Agle. A atuação dessas agentes garantiu o controle interno dos processos administrativos, a circulação clandestina de cadernos de
modelagem e a inserção de cláusulas restritivas no Edital de Concorrência Pública nº 17/2026, assegurando que o certame atendesse exclusivamente aos interesses da concessionária investigada”.
PL CONCESSÃO
Na sequência, os promotores escrevem que “a compra de apoio estendeu-se ao Poder Legislativo local.
Renato Celso Bonomo Purini, então Secretário Municipal de Governo, atuou diretamente perante os parlamentares para aprovar o Projeto de Lei nº 95/2025. As investigações constataram o pagamento de propina a vereadores com o objetivo expresso de viabilizar o certame e conter protestos na sessão legislativa de 9 de
dezembro de 2025, tudo financiado com recursos da ESTRE AMBIENTAL S.A”.
Ou seja, conforme antecipamos, o Gaeco já atua em nova frente da Operação Cavalo de Troia. Assim, a devida identificação de novos investigados será conhecida em breve”.
O Judiciário ainda não decidiu sobre o desbloqueio de R$ 20 milhões. A Estre argumenta que a retenção prejudica o pagamento de salários – a empresa opera aterro em Piratininga e transporta lixo de Bauru..