
A presidente da Associação dos Recicláveis da Coleta Seletiva (Ascam), Gisele Moretti, e seu parceiro Valdomiro Santos deixaram a prisão no caso do lixo nesta tarde de sexta-feira (18/9). Eles estavam presos preventivamente na Operação Mobius.
A decisão judicial vem no processo que discute somente o contrato da coleta seletiva de lixo. Esta é a Operação Mobius. O outro processo é o onde o Gaeco apura fraude na concessão do lixo, na Operação Cavalo de Troia.
Em síntese, a decisão é que não há elementos jurídicos que justificassem manter Gisele e Valdomiro presos. A apuração de fraude no edital bilionário, até aqui, recai especificamente sobre a concessão – e a Ascam e seus diretores reclamam que o governo Suéllen Rosim atuou para prejudicar a atuação das cooerativas naquele contrato através da lider do esquema, a ex-secretária Cilene Bordezan.
A associação cumpre seu contrato da coleta seletiva e gestão de ecopontos no valor de R$ 5,2 milhões ano. Não há, conforme a defesa, apontamentos em relação a descumprimento ou ilegalidade nestes serviços. Logo, a prisão temporária cumpriu seus objetos neste processo, indica a decisão.
A defesa de Gisele e Valdomiro, através do advogado Luiz Mitsunaga, defendeu junto ao juízo que a Ascam na verdade estaria sendo prejudicada por defender as cooperativas na concessão, contrariando os interesses da líder do esquema derrubado pelo Gaeco, Cilebe Bordezan e demais investigados na fraude, conforme o Gaeco. Gisele combateu alterações no edital. E aponta retaliações no governo, a partir da atuação deflagrada pelo Gaeco.
O episódio, no mínimo, mostra que Gisele sabe demais no caso do lixo. E o governo e interlocutores temem isso.