Vacinação Covid será pela rede UBS, Estado quer iniciar dia 25, mas União exige plano nacional

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Prefeitura diz que estrutura existente atende ao plano de vacinação; pontos itinerantes ou especiais serão avaliados para o programa; no Estado, o governo anunciou que quer iniciar vacinação no dia 25 de janeiro

 

O governo do Estado de São Paulo quer iniciar a vacinação da primeira dose contra a Covid-19 no dia 25 de janeiro. Mas o Governo Federal quer quer toda a produção no País, inclusive do Butantan, seja distribuída através de Plano Nacional. O Instituto Butantan anunciou, nesta quinta-feira (07/01), eficácia de 78% para a vacina desenvolvida pelo órgão em parceria com a chinesa Sinovac. Para os casos pesquisados com voluntários, nesta etapa emergencial, o presidente do instituto, Dimas Covas, disse que o resultado foi de não mortalidade para 100% na aplicação para idosos, pacientes em estado grave ou moderado da doença.

A Prefeitura de Bauru informa, via assessoria de imprensa, que o plano emergencial utilizará a estrutura já existente através das Unidades Básicas de Saúde (UBS). O Departamento de Saúde Coletiva (DSC) conta com refrigeradores em quantidade suficiente para a demanda especial, diz a administração. Eventuais necessidades, como a instalação de pontos itinerantes, estão sendo avaliadas pelo secretário de Saúde do Município, Orlando Costa Dias.

A prefeita Suéllen Rosim tem agenda com o governador Doria nesta sexta. Mas ela deve ser remarcada.

O governo do Estado anunciou, com a presença de João Doria, que o plano é iniciar a vacinação no dia 25. Mas, a tarde, o ministro da Saude Pazuello, afirmou que toda a produção de vacina no País, inclusive do Instituto Butantan, fará parte do Plano Nacional. Com isso, tanto a aprovação de uso emergencial quanto a vacinação, em si, estão sendo chamadas pela União.

Com a medida, o Governo Federal diz que terá 354 milhões de doses disponíveis. O Butantan contaria com 100 milhões desse volume. A questão é que, se houver “queda de braço” por protagonismo na imunização, entre Doria e Bolsonaro, a população será prejudicada.

O governo paulista também informa que já tem estoque de insumos, como seringas e agulhas. A União ainda não conseguiu efetuar a compra.

VACINA DO BUTANTAN

Segundo anúncio em coletiva realizada pelo governo estadual, na tarde da quinta-feira, a Vacina do Butantan atinge 100% de eficácia para casos moderados e graves. Ou seja, conforme o governo, o estudo científico com 12,4 mil profissionais apontou proteção total a sintomas severos da COVID-19 e 78% de eficiência contra casos leves.

A vacina contra o coronavírus foi desenvolvida em parceria com a biofarmacêutica Sinovac Life Science. O estudo clínico realizado no Brasil contou com a participação de 12,4 mil profissionais de saúde voluntários em 16 centros de pesquisa.

Os técnicos já realizaram a primeira reunião com a Anvisa, com o pedido de uso emergencial. Agora o governo paulista aguarda o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para iniciar o programa. 

Entre os imunizados ao longo dos testes clínicos e que contraíram o vírus, nenhum apresentou caso grave ou moderado da doença nem precisou de internação, informou o governo. Ou seja, quem tomar a vacina do Butantan estará com a saúde protegida e chances mínimas de agravamento da COVID-19, na visão dos especialistas.

A taxa de eficácia foi de 78% para os infectados que apresentaram casos leves ou precisaram de atendimento ambulatorial. Isso significa que a cada 100 voluntários que contraíram o vírus, 22 tiveram apenas sintomas leves, mas sem a necessidade de internação hospitalar.

USO EMERGENCIAL 

Com os índices atingidos na pesquisa, o Butantan deu início nesta quinta à solicitação do registro emergencial da vacina junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para que seja iniciada a imunização contra a COVID-19.

“A vacina mostrou 100% de eficácia contra casos graves e moderados. Não houve nenhum caso grave de COVID-19 entre os voluntários imunizados com a vacina do Butantan”, explicou o diretor da instituição, Dimas Tadeu Covas.

Na visão de Covas, a pesquisa “realizada no Brasil foi a prova mais dura e complexa já realizada no mundo para uma vacina contra o coronavírus e o estudo mais detalhado já apresentado. Isso por serem profissionais da área da saúde, onde todos os 12,4 mil voluntários tiveram risco muito maior de infecção, pois estavam na linha de frente da assistência prestada a pacientes contaminados”, completa.

PRODUÇÃO

O Estado diz que já tem 10,8 milhões de doses da vacina. E que a capacidade do Butantan é produzir 1 milhão de doses/dia. 

Segundo Dimas Covas, a Vacina Butantan também tem de ser aplicada em duas doses, com intervalo de pelo menos 14 dias entre uma e outra. O programa estadual de vacinação se inicia por idosos, profissionais de risco da Saúde ou pessoas com comorbidades, indígenas e  quilombolas. Depois, sucessivamente, entre os demais grupos da população.

O Butantan concluiu a contratação de 124 profissionais para reforçar produção da vacina contra o coronavírus. Os novos trabalhadores se juntam aos 245 que já atuavam no local, que ocupa uma área produtiva de 1.880 metros quadrados.

O Instituto diz que foram contratados 69 auxiliares de produção, 53 técnicos de produção e dois tecnologistas. Do total de profissionais contratados, 37 começaram a trabalhar nesta quinta. Os demais iniciam atividades no próximo dia 14, após treinamento e integração.

“Pela urgência, garantimos o terceiro turno da fábrica em uma rotina incessante de produção. Hoje, já temos em solo nacional 10,8 milhões de doses”, afirmou Dimas Covas.

A área do envase dispõe de seis máquinas principais para envase do extrato composto da vacina enviado pela biofarmacêutica Sinovac Life Science, além de rotulagem e embalagem do imunizante desenvolvido em parceria internacional firmada pelo Governo de São Paulo e pelo Butantan.

No mesmo complexo são envasados anualmente 80 milhões de doses da vacina contra a gripe, além de 13 tipos diferentes de soros que são usados na rede pública de saúde. O imunizante tem composição semelhante a outros produzidos pelo Butantan, o que facilita e agiliza o processo de envase.

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