
Os fundos eleitoral e dos partidos políticos somam valores bilionários no País. E cada legenda escolhe a forma como distribui os recursos públicos entre seus candidatos. Regra geral, os que já têm mandato em Brasília e na Assembleia de Deputados recebem repasses mais robustos. Mas há exceções.
Entre as candidaturas inscritas em Bauru ou que concentram a campanha na cidade, os dados oficiais da Justiça Eleitoral apontam Lúcia Rosim como a candidata com muito mais verbas do fundo oficial do que seus parceiros regionais. Na prática, a mãe da prefeita Suéllen Rosim ainda conta com o chamado de apoio de dezenas de correligionários que detêm cargos no governo. Seria ingênuo imaginar que o time em torno da prefeita não fosse acionado para apoiar e acionar lideranças em grupos, empresas, igrejas, entidades. Isso acontece aqui, no entorno do governador e em Brasília. Em todo lugar. Ela foi candidata em 2022, pelo PSC. Mas agora parece estar “na eleição pra valer” – com grana e estrutura.
Especificamente no registro de recursos de fundo eleitoral previsto em lei, portanto, Lúcia Rosim é destaque com pouco mais de R$ 1,1 milhão informados até aqui. Chama atenção, evidente, que o partido da prefeita e as lideranças no Estado tenham apostado com recursos mais de 5 vezes maior do que, por exemplo, o destinado ao ex-líder da prefeita e ex-presidente do Legislativo, vereador Júnior Rodrigues. Veja e não é algo isolado. Na região, Pardini em Botucatu está recebendo R$ 200 mil, Júnior em Bauru o mesmo valor e Pocay, em Ourinhos, também “200k” – como se fala no meio.
A diferença financeira expõe, também, a divisão no grupo político em torno de Suéllen. Até porque são 2 candidaturas no mesmo “time” na disputa à Assembleia pelo até então inexpressivo PSD. Júnior Rodrigues teria obtido legenda porque contou com o cacique Gilberto Kassab. Mas o peso de Suéllen – prefeita reeleita – junto ao deputado Paulo Correa (líder estadual) e o entorno do governador Tarcísio fizeram a diferença. O volume de recursos distribuído é o fator mais evidente. Mas não único.
O staff da prefeira foi convocado. Com a campanha milionária nas mãos agora é ir às ruas. Antes, a conversa em torno do experiente Renato Purini, secretário de governo, foi de que a votação em Bauru não pode decepcionar. O genro vai cobrar. O time da bispa Rosim também correu atrás de apoios em dezenas de cidades. Isso mesmo: dezenas.
Veja que a figura do vice-prefeito Orlando Costa Dias pouco aparece dessa vez. Mas o time convocou todo mundo. Até o novato vereador Dario Dudario teve de entrar com candidatura. A fala oficial é “atender ao chamado do partido” na cidade. Está no grupo de apoio de Lúcia Rosim. Sem contar as variadas dobradinhas.
E se o prato de hoje é recurso oficial em eleição, lembre que nem Suéllen Rosim teve tanto dinheiro repassado quando estreou nas urnas em 2020. Foram R$ 450 mil.
A potência financeira da campanha de Lúcia só perde (no registro oficial) para os R$ 1,2 milhão dedicados ao advogado Caio Santos na última eleição a deputado. Ex-presidente da OAB no Estado, ele teve votação reduzida para a montanha de dinheiro investido.
Chama atenção que o ex-deputado e ex-prefeito Rodrigo Agostinho não apareça com valor de repasse. Também aparece no dado oficial que o médico Raul pode ter segurado o ímpeto com o caixa neste pleito, ao contrário de outras eleições.
Ah! Após a eleição a deputado em outubro próximo começará a se intensificar a mexida no tabuleiro por quem deseja a cadeira de Suéllen. É logo ali …
A seguir, veja nos prints oficiais de candidaturas a deputado locais neste 2026 os exemplos de comparação de recursos.
Ah! Sobre os que não estão citados aqui… Gente é texto com exemplos de recursos oficias na campanha.
*Boa sorte aos que têm plano de ação definido, claro, para apresentar ao eleitor*.
Pitaco final:
Mas vejamos o que interessa (ou deveria):
Quais as propostas de atuação do seu candidato (a) a deputado?
Ele (a) publicou suas principais propostas ou te enviou o material?
Ou ele (a) só enviou folder com “santinho”?
Bauru vai eleger alguém daqui ou vamos amargar de novo mais de 100 mil pessoas que sequer vão votar? E os milhares de votos pulverizados?







