Outros ativos de Renda Variável: Opções – Parte 2

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Olá, queridos leitores! No episódio de hoje continuaremos falando sobre opções, explicando como funcionam as calls e puts! 

 

CALL

Como vimos no episódio anterior, uma call representa uma opção de compra. Porém, para que isso serve? Como utilizá-la da melhor maneira possível?

No caso da compra de call, o titular dela é quem possui o direito de comprar o ativo pelo preço pré-estabelecido, mediante o pagamento de um prêmio e com data de vencimento pré-estabelecida. Para entendermos melhor a sua utilização, utilizaremos um exemplo: 

Um investidor quer comprar uma ação de uma empresa, pois acredita que ela irá se valorizar. No entanto, o mesmo não possui o valor total necessário para comprá-las no momento, vamos supor o valor de R$20,00/ação. Então, ele compra uma opção de compra dessas ações, com strike (preço de exercício) de R$25,00. Supondo que o prêmio pago foi de R$2,00/ação e que o preço da ação no vencimento esteja R$35,00, qual o resultado para o investidor?

Primeiramente, é bom mostrar que o investidor exercerá seu direito, pelo fato de poder comprar a ação por um preço abaixo do mercado, ou seja, comprará a R$25,00 algo que está sendo vendido a R$35,00. Assim, ele gastará, no total, R$27,00/ação (prêmio + preço de exercício) e venderá a ação por R$35,00 (preço de mercado no vencimento), totalizando um lucro de R$8,00/ação.

E qual poderia ser o prejuízo total do investidor? Bom, caso o preço da ação no vencimento do contrato estivesse mais barato que o strike, o investidor não exerceria seu direito, já que sua opção de compra sairia mais cara do que comprar a ação no mercado à vista. Portanto, seu gasto na operação seria o valor do prêmio, que nesse caso foi de R$2,00/ação.

Já no caso da venda de call, o investidor torna-se um lançador, assumindo a obrigação da venda da ação, caso o titular exerça seu direito. Por conta dessa obrigação, o lançador recebe o prêmio no ato da operação. É importante ressaltar que o lucro máximo do lançador é o prêmio e seu prejuízo ilimitado, visto que possui a obrigação de vender a ação a um preço fixo, mesmo que ela tenha se valorizado.

 

PUT

A put, como também já vimos no episódio anterior, representa uma opção de venda. E para explicar seu funcionamento, utilizaremos outro exemplo:

Um investidor acredita que a ação de uma empresa que custa R$20,00 irá se desvalorizar, portanto decide comprar uma put, tornando-se titular da opção. Nessa operação, o titular pagou um prêmio de R$2,00/ação e o strike é de R$18,00/ação. Supondo que no vencimento do contrato a ação esteja valendo R$10,00, qual o resultado para o titular?

Com esses dados, podemos perceber que o investidor exercerá seu direito, visto que pode vender a ação por um preço maior que o de mercado. Assim, o titular gastará, no total, R$12,00/ação (prêmio + preço de compra no vencimento) e venderá cada ação por R$18,00 (preço de exercício), totalizando um lucro de R$6,00 por ação.

No caso da venda de put, o investidor torna-se o lançador da opção e assume a obrigação de comprar a ação, caso o titular exerça seu direito. O lançador de uma put tem lucro na operação quando o preço no vencimento é maior do que o preço de exercício e seu lucro total é o prêmio recebido.

Com isso, acabamos mais um episódio da nossa série! Nos próximos episódios falaremos sobre produtos estruturados com derivativos! Fiquem ligados!

 

Matheus Assunção.

 

Se você perdeu os episódios anteriores é só acessar pelo link abaixo:

 

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