Outros ativos de Renda Variável: Produtos Estruturados – RUBI

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Olá, queridos leitores! No último episódio falamos sobre a operação de financiamento. Hoje, seguindo com os produtos estruturados, falaremos sobre a operação RUBI!

A operação RUBI é formada pela compra de uma ação e uma estrutura de opções. Essa operação permite ao investidor lucrar, mesmo com a queda da ação durante o prazo da operação. Antes da estruturação da RUBI, são definidos 4 parâmetros: o ativo a ser comprado, o percentual de proteção, a taxa prefixada e o vencimento da operação.

Em relação a estruturação das opções, há uma compra de uma put e uma venda de call, ambas com o mesmo strike e com mesma data de vencimento.  Ao comprar a put, o investidor obtém o direito de vender o ativo pelo strike escolhido e ao vender a call, o investidor assume a obrigação de vender o ativo pelo mesmo strike, ou seja, venderá o ativo independente de sua valorização ou desvalorização, desde que o preço não ultrapasse a barreira da operação.

Essa barreira é uma das principais características da operação, por isso recebe o nome de RUBI (Return Under Barrier Investment). Ao longo de toda operação, é definida a barreira de proteção para torná-la viável. Caso o ativo atinja essa barreira, independente do momento, a operação é automaticamente cancelada e o investidor fica com o ativo na carteira, assumindo o prejuízo da ação. Essa proteção é definida antes do início da operação, dada em porcentagem.

Por outro lado, caso a barreira não seja atingida durante a vigência da operação, o investidor obterá um lucro prefixado e constante, independente da valorização do ativo. Essa taxa também é definida antes do início da operação.

Em relação às vantagens da operação, pode-se destacar o poder de comprar ativos e definir um ganho potencial, mesmo havendo a desvalorização desses ativos. Em momentos de incerteza do mercado, essa operação torna-se ideal.

É importante ressaltar que a operação é chamada de RUBI apenas pela XP. Seu desenvolvimento ocorreu por conta da força e liquidez da XP no mercado. Portanto, o investidor que quiser operar, não consegue estruturar a operação por conta própria, visto que a RUBI é montada com opções flexíveis, ou seja, contratos não padronizados de derivativos que envolvem combinações de negócios para lucrar com a performance da ação, mas com limites para o risco de perdas.

Para melhor entendimento do funcionamento da operação, utilizaremos um exemplo:

Supondo que um investidor opere uma RUBI com compra de uma ação por R$10,00 e compre uma put strike 12,00 e venda uma call strike 12,00. Essa operação possui barreira nos R$8,00, ou seja, proteção de 20% e taxa prefixada de 20%. Como a variação do ativo influenciará no resultado da operação?

A fim de melhorar a visualização do exemplo, trouxemos os seguintes materiais:

 

Gráfico – Operação RUBI

Tabela – Operação RUBI

 

Como podemos ver, existem 3 cenários:

  •  1º cenário → Preço do ativo acima dos strikes das opções (R$12,00), portanto o investidor é exercido na venda de call e vende o ativo pelo strike, lucrando 20%;
  • 2º cenário → Preço do ativo entre a barreira e o strike das opções, portanto o investidor exerce seu direito da put e vende o ativo pelo strike, lucrando 20%;
  • 3º cenário → Preço do ativo atinge a barreira, portanto as opções são canceladas e o investidor obtém um prejuízo equivalente à desvalorização da ação.

 

Com isso, finalizamos mais um episódio da nossa série! No próximo episódio falaremos sobre a operação de Long & Short! Fiquem ligados!

 

Matheus Assunção.

 

Se você perdeu os episódios anteriores é só acessar pelo link abaixo:

 

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