Outros ativos de Renda Variável: Produtos Estruturados – Long & Short

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Olá, queridos leitores! No episódio de hoje falaremos de uma operação muito utilizada pelos investidores: o Long & Short!

 

O QUE É?
A operação Long & Short envolve duas pontas, simultaneamente. A ponta Long refere-se à compra de um ativo e a ponta Short refere-se à venda de outro, podendo ser ações, índices, entre outros ativos.

Ao entrar nessa operação, o objetivo do investidor é que a sua ponta comprada valorize mais, ou desvalorize menos, do que a sua ponta vendida. Seus riscos, devido à estrutura da operação, são não-sistêmicos, ou seja, são específicos dos ativos envolvidos.

Dessa forma, o foco nessa operação é a correlação dos ativos, podendo gerar lucros a partir de diferenças de performance. Mas como assim? Bom, ativos que possuem correlação tendem a se valorizar ou desvalorizar ao mesmo tempo. No entanto, por não serem ativos iguais, as oscilações ocorrem em graus diferentes. Assim, surge a oportunidade de lucro mediante a diferença de desempenho entre os ativos.

Além da correlação, existem outros métodos estatísticos de se procurar operações de Long & Short, como por exemplo a cointegração, que observa padrões de movimentos em relação a séries de tempo estacionárias.

 

COMO FUNCIONA?

Para montar uma operação de Long & Short, o primeiro passo é vender a descoberto a ponta Short, que é formada pelo ativo que tende a ter a pior performance. Para efetuar essa venda, o investidor recorre ao aluguel ou empréstimo de ativos, conhecido como BTC, apresentando uma margem de garantia para a operação. Ao vender o ativo, o investidor consegue, por conta do valor recebido, comprar o outro ativo que acredita ter o melhor desempenho, na sua ponta Long. 

Após ter a operação montada, o investidor dependerá do desempenho relativo entre os ativos. Não é necessário que sua ponta comprada valorize e sua ponta vendida desvalorize. Apenas é necessário que a ponta Long tenha melhor performance que a ponta Short, ou vice versa.

Para finalizar a operação, o investidor deve recomprar a ponta vendida, para devolver os ativos tomados em empréstimo, e vender a ponta comprada, gerando a liquidação, com lucro ou prejuízo.

 

TIPOS

Por fim, a operação pode ser de variados tipos, de acordo com os ativos escolhidos para as duas pontas. Os três tipos são:

  • Ações Preferenciais (PN) X Ações Ordinárias (ON): esse tipo é o mais conservador, já que a correlação entre ações da mesma empresa é elevada. Assim, a diferença entre os preços é menor, tais como as possibilidades de lucro ou prejuízo.
  • Intra-Setorial: esse tipo de Long & Short ocorre com ativos do mesmo setor, como por exemplo o setor de tecnologia. A correlação é intermediária, geralmente, visto que são empresas diferentes, porém do mesmo setor.
  • Intersetorial: esse tipo é o com menor correlação e maior risco, visto que ocorre com ativos que não são do mesmo setor. Além de ações de setores diferentes, esse tipo também pode ter operações com ações e um índice, como o Ibovespa. Porém, como já sabemos, quanto maior o risco, maior o lucro, caso a operação dê certo. Este é o tipo mais comum para séries de cointegração.

Com isso, finalizamos mais um episódio. No próximo episódio finalizaremos a série com um episódio sobre a operação conhecida como “Booster”. Fiquem ligados!

 

Matheus Assunção.

 

Se você perdeu os episódios anteriores é só acessar pelo link abaixo:

 

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